Por Direito de Ouvir

14 de janeiro de 2022

Água no ouvido pode causar perda auditiva?

Confira as consequências da água no ouvido

14 de janeiro de 2022



 Estamos entrando no período de férias, na estação mais quente, o verão. Isso quer dizer que há uma procura maior por piscina, praia, lagos e cachoeira, para podermos nos refrescar.

 É uma época que precisamos prestar mais atenção nos nossos ouvidos, pois com a exposição maior a banhos e mergulhos refrescantes há uma tendência maior a queixas de água no ouvido.

 Pois é, entrou água no meu ouvido e agora o que pode acontecer? O que faço para a água sair do ouvido? Será que é perigoso?

 Vamos por partes: quando entra água no ouvido a sensação é ruim e sempre pensamos que o melhor é pingar uma gota de álcool ou introduzir a haste flexível para secar o ouvido. Essas medidas não devem ser tomadas, pois podem piorar a situação provocando inflamações ou até lesões.

 A sugestão, nesses casos, é mais simples do que parece imaginamos. Basta inclinar a cabeça lateralmente do lado que entrou a água no ouvido e realizar movimentos com a cabeça para frente e para trás, para cima e para baixo, para que a água saia com a movimentação. Se esta manobra não for o suficiente é indicado procurar um otorrinolaringologista para avaliar o problema.

 É preciso salientar que a água no ouvido pode sim se transformar em um problema, ou melhor dizendo, numa otite causada pela proliferação de fungos ou bactérias.

 As otites podem causar dores intensas por ser uma inflamação, ainda podem provocar sensação de ouvido tampado, zumbido, dor ao mexer no ouvido e algumas vezes até secreção. Além destes sintomas podem causar uma perda auditiva temporária (enquanto o ouvido está com água ou inflamado) ou em casos mais graves até uma perda auditiva definitiva, quando há complicações causadas pelos fungos ou bactérias.

 Se acontecer de entrar água no ouvido, e a água permanecer, se você começar a apresentar algum destes sintomas procure um médico especialista para que o tratamento aconteça o quanto antes e não evolua para uma perda auditiva definitiva.

 Aproveite sim estes momentos prazerosos de lazer brincando e mergulhando na água sem medo e, se acontecer algum problema, procure avaliação médica.

 Agora se você tem o hábito de frequentar sempre a piscina e a água entra no seu ouvido constantemente, uma sugestão é utilizar tampões específicos durante a prática aquática. Os tampões protegem adequadamente o ouvido e evitam a sensação ruim do ouvido estar tapado devido a água no conduto auditivo.

 Uma outra prática simples, mas não menos importante e eficaz é evitar a remoção excessiva da cera do ouvido. Pois é, a cera faz uma barreira no conduto auditivo e ajuda a impedir a entrada da água. Isso não quer dizer que quando estiver com uma rolha de cera no ouvido, diminuindo até a inteligibilidade da fala, você não deve retirar. Claro que neste caso a remoção feita pelo médico otorrinolaringologista é importante. Ressalto aqui, que a remoção diária da cera de ouvido realizada inadequadamente com hastes flexíveis, é que devem ser evitadas, mesmo porque podem empurrar a cera para perto da membrana timpânica podendo causar outros danos a audição.


Fonoaudióloga Leila Gambo  Zanoni
Crfª: 8443

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