Categoria: Doenças do ouvido, Imprensa, Zumbido.

 

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Conviver com uma sensação constante de vertigem não é nada fácil. A labirintite, termo popular usado para definir distúrbios relacionados com equilíbrio e audição, afeta milhões de brasileiros e, embora seja uma  doença de difícil controle, ainda pode ser tratada.

Com o apoio adequado de um médico especialista, é possível melhorar muito seus sintomas, obtendo a cura clínica da doença.

Como a labirintite acontece?

Para entender como a labirintite ocorre, é preciso entender como nosso ouvido está ligado ao equilíbrio.

A cóclea (ou caracol) é uma estrutura do ouvido que é responsável pela nossa audição e o vestíbulo cuida do equilíbrio. Juntos, a cóclea e vestíbulo formam o labirinto. Se afetadas essas estruturas individual ou separadamente, aparecem  sintomas como tonturas, desequilíbrio, surdez ou zumbido.

Isso acontece porque, se a cóclea e o vestíbulo não funcionam corretamente, o cérebro recebe informações erradas a respeito da posição do corpo no espaço e pode dar uma sensação de rotação (vertigem), queda (desequilíbrio), empurrão (desvio de marcha), flutuação (falta de firmeza nos passos) ou chiados (zumbido).

Quais são as causas das doenças do labirinto?

As doenças labirínticas podem ter diversas causas e podem inclusive ser um sinal de doenças importantes. Entre as inúmeras causas de problemas labirínticos podemos citar:

  • doenças como diabetes, hipertensão e reumatismos
  • uso de remédios ototóxicos, como alguns antibióticos e anti-inflamatórios que afetam o ouvido
  • alterações bruscas da pressão do ouvido, como na decolagem dos aviões
  • infecções por vírus ou bactérias
  • alterações do metabolismo orgânico
  • doenças próprias do ouvido
  • maus hábitos, como o consumo excessivo de cafeína ou álcool, o tabagismo e até o uso de drogas
  • traumas sonoros
  • problemas de coluna cervical e articulação da mandíbula
  • estresse e outros problemas psicológicos
  • traumatimos na cabeça

Como é feito o tratamento da labirintite?

Normalmente, o tratamento é dividido em três fases:

  1.  Tratamento dos sintomas – É feita uma avaliação da tontura. Para isso, são utilizados medicamentos sedativos bem como repouso quando necessário. O tempo de tratamento vai depender da causa da doença e da sensibilidade individual do paciente.
  2. Tratamento da causa – É a investigação do que ocasionou os problemas no labirinto. São analisados fatores de risco: metabólicos, infecciosos, reumáticos e anatômicos. Depois de um exame clínico, onde o médico procura encontrar possíveis causas do problema, podem ser necessários exames de audição e equilíbrio, de sangue e radiológicos.
  3. Reabilitação do labirinto – A reabilitação é o tratamento fisioterápico da tontura, que pode ser utilizado com ou sem uso de medicamentos. Quando a origem da tontura é de difícil controle, como no caso da aterosclerose no idoso, a reabilitação oferece bons resultados em 80% dos casos.

É possível prevenir a labirintite?

Sim, com alguns cuidados básicos é possível se manter distante do problema. Confira algumas dicas:

  • Adote um estilo de vida saudável –  Evite maus hábitos como o cigarro, o álcool e o excesso de cafeína, que podem influenciar negativamente na tontura e no zumbido
  • Faça exercícios físicos – Eles melhoram os níveis de colesterol e triglicérides no sangue, diminuem o risco de doenças cardíacas, previnem a obesidade e fortalece a musculatura. Entre as opções mais recomendadas está a caminhada
  • Cuide da alimentação –  Procure se alimentar a cada três horas, evite o excesso de sal e açúcar não são recomendados. Abuse das frutas, legumes, leite e verduras. Tome dois litros de água por dia. E evite o estresse, que piora qualquer condição orgânica. Confira mais dicas de alimentos que ajudam a cuidar da saúde auditiva.