Meu zumbido não me deixa dormir!

28 milhões de brasileiros sofrem de zumbido e perda auditiva


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O que é?

É um som que não está ao nosso redor, mas dentro de nós (dentro da via auditiva).


O zumbido causa sofrimento?

Cerca de 17% da população mundial tem zumbido. A maioria relata o zumbido apenas como um incômodo, outros dizem que certas funções como o sono e a concentração estão prejudicadas. Em sua forma severa, que corresponde a cerca de 20% dos casos, o zumbido causa sofrimento. É a queixa principal e frequentemente dramática na consulta médica. Em geral, são pessoas acometidas também por outros transtornos, principalmente os de natureza psiquiátrica. O grau de desconforto, intolerância ou incapacidade quase sempre não estão relacionados com o grau de intensidade do zumbido. Os transtornos de humor (depressão, distimia) e ansiedade, frequentemente presentes, exercem fortes influências no agravamento do sintoma zumbido.

Zumbido tem causa?

Em geral, nenhuma causa específica pode ser estabelecida para o tipo comum (subjetivo) de zumbido. Perda auditiva, infecção no ouvido, obstrução do conduto auditivo (cerume), ingestão de determinados medicamentos, exposição prolongada ao ruído, tumor, entre outros, são fatores que podem estar associados com o zumbido. Se for do tipo objetivo ou vibratório (incomum) as causas são vasculares (pulsáteis) ou musculares (clipes).


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Como o médico faz o exame?

O médico ouve, examina e pede os exames complementares necessários: audiológicos, laboratoriais, eletrofisiológicos e de imagem. Atenção especial deve ser dada à vida psíquica do paciente.

Como se trata?

Os pacientes com zumbido crônico severo, isto é, o zumbido que causa sofrimento, necessitam do que chamamos de um tratamento/controle, termo usado para referir-se a quaisquer modalidades conhecidas de terapia que oferecem alívio ao paciente de sintomas que o afligem.

A. Tranquilizar o paciente: dizer que o zumbido não é uma ameaça para sua saúde. Assegurar que vai melhorar. Incentivar a prática de medidas que melhoram a qualidade de vida: alimentação regrada, atividade física regular e controle da vida psíquica.
B. Avaliação psiquiátrica.
C. Medicamentos: ansiolíticos, zinco (se necessário). O íon zinco participa na neurotransmissão na via auditiva central. A carência pode estar relacionada com algum tipo de zumbido.
D. Terapia cognitiva/comportamental: baseia-se na modificação do comportamento através da aplicação de técnicas de “descondicionamento”. A finalidade é orientar, ensinar e usar técnicas comportamentais que levam à habituação. Um exemplo de terapia cognitiva/comportamental é a Terapia de Habituação (Tinnitus Retraining Therapy – T.R.T). A T.R.T envolve dois princípios básicos: orientação e terapia sonora (ou acústica).

Orientação: primeiro principio básico da T.R.T. O paciente precisa estar ciente que o tratamento básico não será com a ingestão de remédios, mas com a importante participação dele mesmo na prática de exercícios mentais que visam a habituação ao distúrbio que o acomete. Controle da mente com técnicas de meditação são estimuladas, além do acompanhamento psicoterápico muitas vezes necessário.
Terapia sonora: segundo princípio básico da T.R.T. A finalidade é "EVITE O SILÊNCIO" proporcionando um enriquecimento sonoro através de aparelhos eletrônicos colocados no meio ambiente ou diretamente no ouvido do paciente. Existem três maneiras de se fazer a terapia sonora.

a) Geradores externos de som: úteis principalmente à noite na hora de dormir, quando o silêncio é maior. Existem CD’s com sons suaves e relaxantes (música, sons da natureza). Os travesseiros com alto-falantes são indicados quando existe a preocupação de incomodar o (a) companheiro (a).
b) Aparelho auditivo: frequentemente pacientes com zumbido apresentam também perda auditiva. Nestes casos um aparelho auditivo, utilizado para melhorar a audição vai fazer o enriquecimento sonoro pela percepção de novos sons que antes não eram ouvidos.
c) Geradores de som: esteticamente semelhantes aos aparelhos auditivos. A intensidade do som que eles emitem diretamente no canal do ouvido, deve ser regulado em intensidade menor do que a do zumbido, evitando-se mascará-lo, para seguir o preceito determinado pela TRT, a habituação.

Outros métodos de tratamentos:

Estimulação magnética transcraniana: consiste na aplicação diária de estímulos magnéticos repetitivos de baixas frequências na região temporal do cérebro durante uns 10 dias.

Estimulação elétrica da via auditiva: os estímulos são usados diretamente sobre as estruturas neurossensoriais da cóclea.

Acupuntura, hipnose: citados em algumas fontes.

Cuidados

Usar protetor auditivo individual, diminuir o tempo de exposição a ruído intenso ou mesmo se afastar completamente de barulho são algumas das táticas mais recomendadas para tratar o zumbido.

Alterações emocionais como estresse e o abuso no consumo de café, cigarro e álcool também afetam o aparelho auditivo. “Algumas dessas substâncias causam vasoconstrição nas artérias que irrigam o ouvido”, explica Ricardo Bento.