Demência e perda auditiva estão relacionadas?

Estudos científicos dizem que sim, há correlação entre perda auditiva e demência


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Quatro estudos científicos confirmam a correlação entre perda auditiva não tratada e demência. Um dos estudos confirma resultados científicos anteriores em que tratamento de perda auditiva com o uso de aparelho auditivo reduz declínio cognitivo, e ajuda a conservar a capacidade mental da pessoa com deficiência auditiva.


Estudo inglês

Um estudo inglês realizado com pessoas com a idade de 50 anos e acima – usando dados de um estudo English Longitudinal Study of Aging revelou que os participantes com perda auditiva tanto relatada como mensurada eram mais propensos a ter demência diagnosticada do que pessoas com perda auditiva normal. O estudo revelou que o perigo de desenvolver demência era de 1,4 vezes mai elevado em indivíduos que revelaram ter perda auditiva moderada, e 1,6 vezes mais elevado em pessoas que declararam ter audição fraca. Os autores escreveram que “esses resultados são consistentes com a lógica da correção de perda auditiva, e a mesma pode ajudar a retardar o surgimento de demência, ou que perda auditiva por si mesma possa servir como indicador para o declínio cognitivo”.

Estudo taiwanês

Um estudo taiwanês realizado com 4.108 pessoas com perda auditiva relacionada à idade (conhecida também como presbiacusia) e com um grupo de controle com 4.013 pessoas sem perda auditiva relacionada à idade, revelou que comparada ao grupo de controle, o risco de demência era significantemente elevado entre os que tinham perda auditiva relacionada à idade (1,3 vezes mais elevado). Pessoas com doenças como artrite reumática, hipertensão, diabetes, reumatismo, derrame, etc têm 3,6 aumento de risco para desenvolver demência comparado às pessoas sem essas enfermidades. O estudo revelou também que mulheres com perda auditiva relacionada à idade eram mais propensas a desenvolver demência que os homens com perda auditiva relacionada à idade.

Estudo alemão

Um extenso estudo inglês realizado com 154.783 pessoas com dados coletados da maior seguradora de saúde, na Alemanha, entre 2006 e 2010, e que continha 14.602 incidentes de demência, mostrou que as pessoas com deficiência auditiva tinham de 1,2 a 1,4 maiores riscos de demência, comparado às pessoas sem deficiência auditiva. Não havia aumento de risco de demência, caso a pessoa com deficiência auditiva tivesse apenas deficiência auditiva unilateral.

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Relatório: nove riscos de fatores

Um relatório abrangente da The Lancet Commission on Dementia Prevention, Intervention and Care, finalmente, revelou nove fatores de risco que aumentam a possibilidade de demência: educação de 11 a 12 anos no máximo, hipertensão na meia idade, obesidade na meia idade, depressão tardia, diabetes, sedentarismo, tabagismo, isolamento social, e finalmente, deficiência auditiva.

Por que essa correlação?

Por que há uma correlação entre deficiência auditiva e demência? Esses estudos científicos não fornecem uma resposta. Não existe ainda prova científica relacionada a correlação entre deficiência auditiva e declínio cognitivo e nem tampouco uma explicação sobre as causas. É aceito, portanto, por muitos pesquisadores que a contribuição de redução audiológica, como resultado de deficiência auditiva pode aumentar o risco de desenvolvimento de demência. Deficiência auditiva pode resultar em aumento de isolamento social, que por sua vez pode aumentar o risco de demência. Além disso, a combinação de contribuição de redução audiológica e isolamento social podem ser uma explicação.

Um extenso estudo francês tem mostrado que o tratamento de deficiência auditiva com o uso de aparelho auditivo reduz declínio cognitivo, e as pessoas que usam aparelho auditivo têm quase que o mesmo nível cognitivo que as pessoas sem deficiência auditiva. Saiba se você possuí perda auditiva aqui!

Fonte: Hear-it.org