Som também polui

A poluição sonora é uma ameaça à saúde


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A poluição sonora é considerada um dos problemas ambientais mais graves, perdendo apenas para a poluição das águas e ficando à frente da poluição do ar. A informação é da Organização Mundial da Saúde que alerta que o som não deve ultrapassar 70 decibéis (dB).


Acima de 85 dB, este ruído já se torna uma ameaça à saúde e pode começar a comprometer a estrutura da audição. Na natureza, poucos ruídos atingem essa marca, com exceção das trovoadas, das grandes cachoeiras e das explosões vulcânicas.

Conforme Norma Regulamentada nº15, do Ministério do Trabalho, o tempo máximo permitido de exposição a um determinado nível de trabalho é de 85 dB por 8 horas, 87 dB por 6 horas, 90 dB por 4 horas, 95 dB por 2 horas e 100 dB por 1 hora. Mesmo seguindo essas regras, o trabalhador exposto a mais de 85 dB deve utilizar constantemente protetor auditivo, para evitar perdas futuras.

Você sabia?

Um secador de cabelos provoca 90 dB de ruído e uma turbina de avião 130dB. Uma buzinada provoca 110 dB de ruído. Um show musical (próximo às caixas de som) gera mais de 130 dB.

Analisando os dados, a capital paranaense não é tão barulhenta quanto São Paulo, Rio de Janeiro e Belo horizonte, porém, a cidade está em constante crescimento e, consequentemente, a previsão é de que continuem aumentando os níveis de ruído.

Importante

Não é só o barulho prolongado que é prejudicial para os ouvidos. Um som que dure apenas alguns segundos, mas que tenha a pressão acústica de 160 dB, como uma explosão, pode perfurar o tímpano ou causar lesões irreversíveis.

Com as mudanças no cotidiano das pessoas, em função de mudanças tecnológicas, mesmo ao dormir, os nossos ouvidos continuam trabalhando – ele é o único sentido que jamais descansa. Estes estão sempre recebendo algum estímulo e são raros os momentos em que há silêncio total para dar um repouso a eles, muitas vezes não percebemos o quanto a audição fica exposta a níveis sonoros intensos.

Cuidar dos ouvidos é tão importante quanto qualquer exame de rotina. De acordo com o Censo 2010, divulgado pelo IBGE, o número de pessoas com deficiência auditiva que no ano 2000, era de aproximadamente 6 milhões, saltou para quase 10 milhões hoje – os dados são preocupantes.

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Um agravante é o caso de a perda auditiva ser irreversível e, em média, as pessoas levam de 5 a 7 anos entre detectar o problema e iniciar o tratamento. Os danos causados não se limitam a audição, mas na saúde em geral.

Por isso, é importante lembrar que os ouvidos precisam de descanso e são as pequenas mudanças na rotina que podem fazer a diferença no futuro, principalmente em nossa saúde. A qualquer sinal de zumbido no ouvido ou incômodo auditivo procure um ajuda de um profissional da área.