Quais são os diferentes tipos de perda auditiva?

Identificar o tipo da perda auditiva é o primeiro passo para buscar soluções


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Para quem não está familiarizado com a ciência por trás do funcionamento da audição humana pode ser difícil perceber que nem todas as perdas auditivas são iguais. Basicamente, existem três tipos diferentes: perda auditiva condutiva, neurossensorial e mista. A principal diferença entre elas é a localização física do problema auditivo dentro do ouvido.

Mas, se você não acredita que está tendo sintomas de perda auditiva ou que os problemas auditivos são uma realidade distante para você, saiba que esse problema é bem comum. Pessoas de todas as idades podem sofrer com algum tipo de deficiência auditiva. Somente no Brasil, são cerca de 28 milhões de pessoas que possuem algum problema de audição e as razões que levam ao problema são diversas.


Portanto, é importante que todas as pessoas entendam a definição e as classificações da perda auditiva. Assim, é possível tomar as medidas preventivas ou buscar o tratamento adequado.

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Como funciona a audição?

Uma perda auditiva pode acontecer quando qualquer parte do sistema auditivo não está funcionando na maneira usual. Portanto, antes de conhecer quais são os diferentes tipos de perda auditiva, precisamos entender como funciona a audição humana.

A audição começa no pavilhão auricular, que é o termo que descreve a parte visível da orelha. O caminho da audição continua até o canal auditivo externo, onde as ondas sonoras alcançam a membrana timpânica, mais conhecida como tímpano. O movimento das ondas sonoras, por sua vez, vibra o tímpano de acordo com a frequência dos sons.

As vibrações chegam aos ossículos, que são os três pequenos ossos localizados no ouvido médio: o martelo, a bigorna e o estribo. Os ossículos movem-se para amplificar as vibrações e fazem com que as ondas sonoras cheguem ao ouvido interno.

No ouvido interno temos a cóclea, um órgão em formato de caracol que possui milhares de minúsculas células ciliadas responsáveis por converter o estímulo material da audição em um sinal elétrico. O nervo auditivo então envia este sinal para o cérebro, que interpreta os sons.

Tipos de perda auditiva

A perda auditiva pode ser classificada de acordo com diferentes critérios, sendo que a localização do problema auditivo é a mais comum. E é exatamente sobre esta classificação que explicaremos a seguir:

Perda auditiva neurossensorial

A perda auditiva neurossensorial é a mais comum, atingindo cerca de 90% pessoas com deficiência auditiva. Esse tipo de perda de audição ocorre devido a algum dano nas células ciliadas da cóclea ou nos nervos auditivos. Na maioria dos casos, o problema auditivo acontece nos dois ouvidos e é permanente.

Causas

A perda auditiva neurossensorial pode ser resultado do envelhecimento, exposição a ruídos altos, doenças, lesões, consumo de certos medicamentos, condição hereditária, entre outros fatores.

Sintomas

Os sintomas da perda auditiva neurossensorial podem ser percebidos na intensidade e na qualidade do som:

• Dificuldade em ouvir ou interpretar a fala, principalmente quando há ruído de fundo;

• Sons podem parecer abafados;

• Em uma conversa, parece que as pessoas estão resmungando;

• Dificuldade em ouvir vozes de mulheres e crianças;

• Zumbido no ouvido;

• Sensação de desequilíbrio ou tontura.

Tratamento

Embora a perda auditiva neurossensorial não possa ser revertida, existem opções para resolver o problema auditivo. Estima-se que 95% das pessoas com perda auditiva podem ser beneficiadas pelo uso de aparelhos auditivos. Os dispositivos amplificam e processam os sons para que o usuário consiga ouvir e compreender com mais clareza.

Em alguns casos, porém, os aparelhos auditivos não são suficientes para que a pessoa consiga ouvir novamente. Em caso de perda auditiva severa a profunda, os implantes cocleares podem ajudar. Esses dispositivos são colocados por meio de cirurgia e fornecem estimulação elétrica direta no nervo auditivo.

Perda auditiva condutiva

Um tipo menos comum de perda auditiva é a condutiva. O problema ocorre quando há algum problema de transmissão no ouvido externo ou médio que impede que som passe para o ouvido interno. Dependendo da causa, a perda auditiva condutiva pode ser temporária ou permanente.

Causas

As causas mais comuns deste tipo de perda auditiva incluem:

• Malformação congênita da orelha;

• Bloqueio mecânico no canal auditivo, como presença de líquido atrás do tímpano (comum após otite média repetitiva ou otite crônica), excesso de cera de ouvido ou presença de corpo estranho;

• Tumores benignos;

• Alteração no funcionamento da tuba auditiva;

• Sequelas após trauma no ouvido médio;

• Perfuração no tímpano;

• Degeneração dos ossículos da orelha média (otosclerose).

Sintomas

A pessoa que sofre com a perda auditiva condutiva, geralmente, tem dificuldade com a intensidade dos sons, e não com a clareza. Assim, parece com que o “volume” dos sons está menor.

Outros sintomas são:

• Sensação de que a própria voz está diferente;

• Dor em um ou ambos os ouvidos;

• Odor desagradável que sai do canal auditivo;

• Sensação de pressão nos ouvidos.

Tratamento

Em algumas pessoas, a perda auditiva condutiva pode ser revertida por meio e intervenção médica ou cirúrgica. Às vezes, basta limpar o excesso de cera ou eliminar os fluidos do canal auditivo para resolver o problema. Em outros casos, o uso de medicamentos será necessário.

Mas, quando a deficiência auditiva é causada por outras anormalidades nos ouvidos, o tratamento clínico é mais complicado e o problema auditivo é considerado permanente. Nesses casos, os aparelhos auditivos tradicionais, de condução óssea (dispositivos que são implantados nos ossos) ou implantes de orelha média podem ajudar a melhorar a audição.

Perda auditiva mista

Às vezes, os indivíduos podem ter uma combinação de perda auditiva neurossensorial e condutiva, formando a perda auditiva mista. Isso pode acontecer quando há um bloqueio ou dano no ouvido externo, ou médio, assim como na cóclea ou no nervo auditivo.

Causas

Geralmente, a perda auditiva mista acontece após algum tipo de trauma. O problema também pode ocorrer de forma gradual ao longo do tempo, quando uma deficiência auditiva é agravada por outra.

Por exemplo, uma pessoa que tem perda auditiva condutiva permanente pode apresentar perda auditiva neurossensorial à medida que envelhece. Da mesma maneira, um indivíduo que já tem perda auditiva neurossensorial pode sofrer com o acúmulo de cera de ouvido, causando uma perda auditiva mista temporária.

Sintomas

Os sintomas da perda auditiva mista são uma combinação dos sinais descritos acima para perda auditiva neurossensorial e condutiva.

Tratamento

O tratamento para perda auditiva mista depende se o problema é mais neurossensorial ou de condução. Geralmente, os profissionais de saúde auditiva preferem tratar os fatores condutores inicialmente, pois eles podem ser curados com mais facilidade. Em seguida, eles poderão avaliar melhor a gravidade da perda auditiva neurossensorial e fornecer os tratamentos para ajudar a amenizar o problema auditivo.

Se você acha que pode ter perda auditiva, o mais importante é que sua audição seja testada por um profissional quanto antes. Mesmo antes de perceber os sintomas de um problema auditivo, recomenda-se fazer um teste auditivo anualmente. Somente assim é possível monitorar sua saúde auditiva e tomar as medidas necessárias assim que ocorrer alguma alteração.

Então, encontre um fonoaudiólogo em uma das clínicas da Direito de Ouvir e teste sua audição.