Por Direito de Ouvir

22 de January de 2018

Neuropatia Auditiva

Tipos de Perdas Raras da Audição – Conheça a Neuropatia Auditiva

22 de January de 2018


Mesmo a medicina evoluindo a cada dia e a saúde auditiva tendo grandes avanços nos últimos anos, muitos casos de perda da audição ainda acabam sendo um mistério para a ciência. Mesmo algumas patologias sendo conhecidas, seus diagnósticos geram algumas dúvidas e precisam de grandes qualificações dos profissionais da saúde para serem diagnosticados.

Como por exemplo, temos o caso da Neuropatia Auditiva (NA), um distúrbio quase desconhecido, mas que atinge 15% das pessoas com perda auditiva profunda no mundo.

Até a medicina fica com um pouco de dúvida quando se fala da NA, o que acontece diariamente é dar vários nomes para definir a mesma doença, que também é chamada de Dessincronia Auditiva ou Transtorno do Espectro da Neuropatia Auditiva.

Esse tipo de perda auditiva foi diagnosticado pela primeira vez em 1961, mas só na década de 90 que os estudos sobre esse tipo de perda auditiva foi se desenvolvendo e trouxeram mais informações, coerentes sobre as causas e tratamentos para quem tem esse tipo de deficiência.

 

O que é a NA e quais são suas causas

Neuropatia Auditiva é a perda da sincronia na condução nervosa dos estímulos sonoros para o cérebro, por conta de uma mudança na mielinização das fibras do nervo auditivo, ou de seu gânglio espiral, das células ciliadas internas, da membrana tectorial ou das sinapses entre elas e o ramo coclear do oitavo por craniano, sendo que o lugar certo da disfunção muda de pessoa para pessoa.

As causas mais conhecidas da NA são agenesia do nervo coclear, hiperbilirrubinemia, anóxia neonatal, infecções congênitas como herpes e citomegalovírus, esclerose múltipla, ataxia de Friedrich, leucodistrofias e demais doenças do Sistema Nervoso Central, sendo frequente a associação de outras patologias ao diagnóstico da Neuropatia Auditiva.

Quem tem NA pode sofrer desde limiares auditivos dentro da normalidade até perda auditiva neurossensorial profunda. As principais características dessa disfunção é o desempenho auditivo abaixo do normal, dificuldade para entender conversas e uma grande mudança da perda auditiva, que pode mudar de leve a profunda em poucos dias e retornar com a mesma facilidade para graus mais leves.

Quem tem mais facilidade de desenvolver NA?

Um estudo feito em 2011 por pesquisadores das Universidades de Harvard (EUA) e de São Paulo (USP), confirmam que a perda auditiva, no caso da Neuropatia, se deve à interrupção ou oscilação no envio das informações sonoras ao cérebro.

Bebês prematuros é um grupo que pode ter a Neuropatia Auditiva porque, entre outros fatores, o sistema respiratório da criança ainda não está amadurecido ao nascer e acontece a anóxia (falta de oxigênio) durante ou depois do parto, as células ciliadas internas da cóclea, que passa os estímulos elétricos auditivos para o cérebro, podem ser danificados com maior frequência do que as células ciliadas externas, responsáveis por receber e aumentar as vibrações sonoras.

 

A detecção do distúrbio e as opções de tratamento

Para fazer o diagnóstico da Neuropatia Auditiva, os fonoaudiólogos precisam verificar a funcionalidade das células ciliadas externas, através da presença de Emissões Otacústicas (EOA) ou microfonismo coclear, os retornos anormais, que podem estar ausentes ou maiores, além das respostas na audiometria tonal, muitas vezes melhores do que a discriminação auditiva apresentada pelo paciente.

 Os tratamentos para a NA ainda são limitadas, e dependem do grau de perda auditiva que o paciente apresenta na maior parte do tempo. Se forem de leve a moderada, o uso do AASI com várias opções de regulagem é recomendado, apesar de estudos apontarem que sua eficácia fica em torno de 50% no caso da Neuropatia, o que pode ser complementado com o uso do Sistema FM.

Já para perdas severas a profundas, o Implante Coclear costuma ser mais eficaz ao compensar a dessincronia do nervo auditivo em grande parte dos casos. Crianças com Neuropatia Auditiva, usuárias de IC, recebem benefícios de forma semelhante às crianças com perda auditiva causada por outras etiologias. A terapia fonoaudiológica também desempenha papel importante no processo de reabilitação.

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