Dez mitos e verdades sobre a audição

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Perda auditiva não tem solução. 

MITO. Na maioria dos casos, a perda auditiva pode ser tratada com o uso de aparelhos auditivos. Cada vez mais modernos e confortáveis, estes dispositivos amplificam os sons, ajudando as pessoas a reabilitarem sua audição. 

A surdez afeta basicamente pessoas idosas. 

MITO. Com envelhecimento natural, ocorre diminuição o declínio fisiológico das células auditivas. Normalmente por volta dos 60 anos, a pessoa começa a ter dificuldades de audição e compreensão da fala, por isso é comum queixas de “ouço, mas não entendo”. Se não diagnosticada e tratada corretamente, a presbiacusia – nome da perda causada pelo envelhecimento natural-  pode trazer muito prejuízos para os idosos, como isolamento pela incapacidade de comunicação e até depressão. 

Não é preciso usar hastes flexíveis para limpar o ouvido. 

VERDADE. É que o ouvido tem mecanismos próprios que empurram o excesso de cera para fora. Basta tirar esse excedente na parte externa com um tecido macio, como a ponta de uma toalha. O uso das hastes dentro do conduto auditivo pode empurrar a cera na direção da membrana timpânica, causando surdez ou até mesmo lesões no tímpano. Por isso, evite tanto a introdução das hastes quanto de outros objetos como grampos, tampas de caneta ou palitos. 

Ouvir música alta nos fones de ouvido pode causar surdez. 

VERDADE. A perda auditiva acontece porque o som alto causa danos nas células sensoriais auditivas e elas não voltam a se regenerar. O limite máximo de exposição a sons recomendado é de 85 decibéis, com um tempo de exposição que não ultrapasse as 8 horas. Confira alguns cuidados para usar os fones de ouvido com segurança.


Barulhos como o do secador de cabelo não fazem mal para a audição. 

MITO. A exposição prolongada a ruídos acima de 85 decibéis pode causar danos à saúde auditiva.  O uso de protetores auriculares seria um ponto importante para evitar problemas auditivos futuros. Assim como a realização de exames auditivos frequentes para monitorar a audição. 

Alguns remédios podem prejudicar a audição. 

VERDADE. Existem cerca de 200 medicamentos ototóxicos (antibióticos como a estreptomicina usada no tratamento da tuberculose, diuréticos e até algumas substâncias à base de ácido acetilsalicílico) que podem causar danos ao sistema coclear e vestibular – estruturas importantíssimas para a audição. Como muitas vezes é difícil para o paciente conhecer essa lista, vale perguntar para o médico sobre os riscos do medicamento e fazer exames frequentes de audição para monitorar possíveis perdas auditivas caso tenha a necessidade de fazer uso de remédio ototóxico. 

Fumar pode causar zumbido. 

VERDADE. Vários estudos realmente apontam a relação do tabagismo com perdas auditivas e, consequentemente, com o desenvolvimento de zumbido. Um estudo da Universidade de Manchester, no Reino Unido, por exemplo, apontou que fumantes têm 15% a mais de chances de sofrer de perda auditiva. Para chegar a essa conclusão, o levantamento considerou os dados de mais de 50 mil voluntários, que foram observados desde o ano de 2007.

Escalar montanhas pode causar surdez. 

MITO. A mudança de altitude pode causar alguns incômodos como aquela pressão que sentimos no ouvido ao descer uma serra ou na decolagem do avião. Normalmente este é um incômodo passageiro porque a pressão interna do ouvido se equilibra com a pressão ambiente. Mas, em alguns casos – quando há uma mudança brusca, por exemplo –pode ocorrer o chamado “barotrauma”. Ele é caracterizado por dor de ouvido severa, que pode ser tão forte que chega a ser incapacitante, perda grave da audição, zumbido muito intenso, vertigens e rupturas do tímpano. Para evitar o problema a solução é simples: evitar mudanças bruscas de altitude. 

Infecção de ouvido pode causar perda auditiva. 

VERDADE. As otites, popularmente conhecidas como infecções de ouvido, podem sim causar perda auditiva caso aconteçam de maneira repetitiva. É preciso ficar atento principalmente às crianças – elas, por uma questão fisiológica (é que nelas o canal que liga a tuba auditiva ao nariz é curto e horizontal nas crianças – que sofrem frequentemente com elas. Para evita-las, o ideal é manter os ouvidos sem acúmulo de líquidos, tratar gripes e problemas respiratórios que também pode causar problemas auditivos.


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