Por Direito de Ouvir

30 de abril de 2021

Fonoaudiologia para idosos

O que devemos saber?

30 de abril de 2021


A fonoaudiologia foi regulamentada como profissão na década de 80, sendo assim uma profissão relativamente jovem. Sua importância é fundamental na vida das pessoas desde o nascimento, onde os bebês são monitorados logo após o nascimento com o teste da orelhinha e linguinha.

Porém, muitos conhecem o trabalho deste profissional quando as crianças já estão em idade escolar. Pois, nesta fase, o fonoaudiólogo auxilia na aquisição de fala, nas trocas fonêmicas e defluências ou famosas gagueiras.

O fonoaudiólogo também desenvolve atividades voltadas a promoção de saúde, prevenção, orientação, avaliação, diagnóstico, terapia de crianças, adultos e idosos.

Um pouco menos conhecido, mas tão importante quanto, é o trabalho deste profissional com o público idoso. Independente se a alteração se deu por consequência de alguma patologia ou de forma natural por envelhecimento, o fonoaudiólogo pode ser de fundamental importância para esse público.

Dentre outras coisas, o trabalho com os idosos envolve tratamentos como disfagia ou dificuldade para deglutir, assim como na melhora da mastigação e respiração evitando possíveis engasgos e até futuras pneumonias. Auxilia no tratamento de doenças como demências, Parkinson e Alzheimer, também em distúrbios da fala, linguagem, memória e raciocínio.

Na reabilitação de pacientes que sofreram AVC (acidente vascular cerebral), onde principalmente em idosos a fala fica prejudicada, o fonoaudiólogo tem a habilidade de reestabelecer esta comunicação através da fala, leitura e escrita.

Em relação aos sintomas do envelhecimento natural esperado após os 60 anos, o fonoaudiólogo trata da perda auditiva chamada de presbiacusia. Tal perda acontece naturalmente, devido ao “desgaste” auditivo por conta da idade e geralmente age de forma progressiva.

Por isso, é importante que o idoso esteja atento a estes sinais para quando for necessário, se dirigir até um profissional especializado e verificar as possibilidades para começar a fazer o uso dos aparelhos auditivos.

O diagnóstico de perda auditiva é realizado através de exames auditivos como audiometria, imitanciometria e logoaudiometria. Caso necessário, será pedido exames de imagem e laboratoriais.

Com o diagnóstico da perda auditiva o paciente poderá ser encaminhado a adaptação de aparelhos auditivos que, assim como os exames acima citados, também é feito pelo fonoaudiólogo.

Tanto os exames, quanto a adaptação para uso de aparelhos auditivos, quando feitos em período adequado, evitam a diminuição da capacidade cognitiva que podem ter como consequência a demência.

Segundo pesquisas realizadas, a cada dez decibéis perdidos de audição o risco de demência aumenta em 27%. Os isolamentos sociais também se tornam perigosos quando o público é a terceira idade, pois aumentam o risco de depressão.

Diante de tantos riscos à saúde o idoso e sua família devem estar atentos aos sinais do envelhecimento e buscar ajuda profissional logo nos primeiros sintomas, tendo em vista sempre um envelhecer com qualidade de vida.


Fonoaudióloga Andréa Abrahão
CRFª: 2-12414


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