Conheça 6 diferentes tipos de surdez

A perda auditiva é algo comum entre as pessoas, se atente aos tipos de tratamentos


Compartilhar

Em vez de ler, que tal ouvir o post? Experimente no player abaixo.

Como se dá a perda auditiva?

A limitação ou perda total da audição acontece devido a incapacidade de ouvir e reagir a ruídos e sons externos. O indivíduo portador de algum tipo de insuficiência auditiva, tem dificuldades em participar de diálogos rotineiros e também é limitado de se atentar a sons do ambiente em que está cercado. Em alguns casos, a pessoa é incapaz de ouvir qualquer tipo de ruídos e barulhos em sua volta.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9,8 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de problema no aparelho auditivo, representando 5,2% da população do país. Desses números, 2,6 milhões apresentam algum tipo de surdez e outras 7,2 milhões manifestam outros problemas auditivos.

Um dos ciclos mais naturais da vida humana é o envelhecimento, o mesmo que é atrelado ao surgimento de diversas patologias, uma delas é a dificuldade em ouvir e reagir a sons. Porém, o simples ato de envelhecer não é um parâmetro para se obter problemas auditivos. Elaboramos uma lista de alguns tipos de surdez que podem acometer não só pessoas mais velhas, mas qualquer indivíduo durante qualquer fase da vida. Veja a relação entre a perda auditiva e o envelhecimento.

Não deixe sua saúde auditiva para depois. Teste um aparelho auditivo totalmente Grátis este mês na Direito de Ouvir!

Número de testes limitado a 250 por mês, restam .


1. Surdez durante o envelhecimento

Uma das causas mais conhecidas por pessoas que detém algum tipo de problema auditivo é a fase do envelhecimento. Dentro da fonoaudiologia, essa condição também é chamada de presbiacusia.

Esse tipo de surdez pode ocorrer devido ao deterioramento das células ciliadas, que estão atreladas diretamente com a cóclea – órgão presente na orelha interna – causando uma piora dentro do sistema central do canal auditivo. Além disso, essas células são extremamente importantes para o funcionamento normal do ouvido pois são elas que enviam frequências sonoras que são reconhecidas pelo cérebro.

Entretanto, algumas pessoas podem apresentar sintomas de perda auditiva durante uma fase precoce da vida enquanto outras podem vir a sentir alterações auditivas após os 60 anos de idade.

2. Limitação auditiva induzida por ruídos

Os ruídos são caracterizados por longas frequências sonoras que podem ser agudas ou não. Quando nos expomos por longos períodos à barulhos de alto níveis de oscilações ruidosas, estamos sujeitos a danificações dentro do nosso sistema auditivo. Esse tipo de problema é encontrado principalmente em pessoas que trabalham em ambientes com sons estrondosos, como funcionários que comandam aeronaves, trabalhadores de construções, sistemas de telemarketing, etc. Veja o que o excesso de ruído pode causar.

Esses danos causados por ruídos aparecem de maneira gradativa e vão piorando com o passar do tempo se a devida proteção não for tomada. Atingindo um nível crítico, as chances de perder completamente a audição aumentam em 80% conforme o tipo de exposição.

Medidas cabíveis de proteção devem ser tomadas para que não haja danos irreversíveis dentro do canal do ouvido. Isso se dá por meio de protetores auriculares, tampões quando expostos a locais com alta frequência de ruídos e equipamentos para que não haja riscos de ferimentos à audição.

3. Surdez congênita

A surdez congênita é aquela que apresenta indícios desde do nascimento do bebê. A criança já nasce com algum nível de perda auditiva derivada de diversos fatores. Atualmente, 4 em cada 1000 crianças nascem com essa patologia.

Essa condição pode ser percebida durante a gravidez e tem como principais causas:

• Condições especificamente genéticas;

• O uso contraindicado de medicamentos durante o período gestacional;

• Contaminações adquiridas durante a gravidez, como rubéola, sífilis, toxoplasmose e herpes;

• Condições após o nascimento da criança que podem afetar diretamente sua audição, como a ausência de oxigenação ao longo do trabalho de parto, a retirada prematura do bebê, por conta de complicações e infecções que podem ser adquiridas ainda no hospital.

É de extrema importância que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível, para que um tratamento possa ser feito através de aparelhos auditivos ou implantes cocleares.

4. Infecções

Assim como a surdez congênita derivada de infecções pode vir a acarretar problemas auditivos na criança de maneira precoce, outros tipos de infecções também podem ser desenvolvidos por pessoas adultas, podendo levar até a completa surdez.

Alguns tipos de patologias infecciosas como as bacterianas, virais e fúngicas tem um papel prejudicial de contaminação na orelha interna, média e externa. Algumas das doenças que podem acarretar na perda total do sistema auditivo são as otites e meningites.

Ao primeiro sinal de alterações no organismo, é necessário um diagnóstico médico com determinada urgência para que a contaminação não atinja outros órgãos podendo até vir a óbito.

5. Problemas auditivos derivados de perfurações do tímpano

Caracterizado como uma membrana fina da nossa pele, especificamente alocado em nosso canal auditivo, o tímpano é uma das principais partes do nosso corpo. Quando entra em contato com algum ruído externo, o tímpano tem a função de vibrar para que assim haja o processo de identificação das ondas sonoras.

Apesar da relevância dessa parte do ouvido, a camada fina da membrana pode ser danificada facilmente por diversos fatores, são eles:

• Compressão intensa na parte membranosa como socos e algumas vezes até beijos;

• Introdução de equipamentos pontiagudos dentro do ouvido, como cotonetes e chaves;

• Contaminações atreladas ao ouvido médio;

• Ruídos estrondosos e altas frequências constantes de barulhos agudos.

Algumas perfurações podem ser tratadas de maneira espontâneas sem a ajuda de intervenções médicas, ao contrário de outras maiores que quase sempre necessitam de algum tipo de assistência cirúrgica.

6. Surdez atrelada ao uso de medicamentos

Pouco discutida entre a população atual, a surdez acoplada a algum tipo de interação medicamentosa também é possível. Remédios denominados de ototóxicos podem causar danos ao sistema vestibular e coclear do canal auditivo. Vale ressaltar que o uso desses medicamentos causa problemas a longo prazo ou pelo abuso de suas substâncias.

Separamos em três tópicos os tipos de medicamentos ototóxicos:

• Antibióticos aminoglicosídeos como amicacina e gentamicina;

• Diuréticos de alça como furosemida;

• Salicilatos.

O uso excessivo e contraindicado de medicamentos pode ser prejudicial a sua saúde e causar danos irreversíveis à sua audição. Ao primeiro sinal de dificuldades em reagir a sons externos, procure um profissional qualificado da Direito de Ouvir e tenha todo o tratamento e diagnóstico com os melhores especialistas da área.