Vídeoprova do Enem será avaliada por cadidatos

Enem abre consulta de qualidade para surdos

O ano de 2017 marcou mais uma vitória para as pessoas deficientes auditivas e surdas no Brasil, especialmente para as gerações mais novas. A vitória em questão diz respeito a primeira vez que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi aplicado aos candidatos com perda auditiva através de vídeoprova com tradução integral de todas as questões em Libras, a língua brasileira de sinais.

Além disso, os 1.635 candidatos que usaram esse recurso poderão avaliar a eficiência e a qualidade da vídeoprova através de formulário disponibilizado online pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia pública que administra o Enem.

Luana Bergmann, diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep, afirmou em nota que essa atitude tem como objetivo a melhoria do próprio exame para as próximas edições. "Para nós, conhecer as impressões dos participantes que utilizaram o recurso da vídeoprova é fundamental. Com esses subsídios, para o Enem 2018, pretendemos aprimorar os instrumentos e a metodologia de aplicação do exame", disse ela.

Outra novidade deste ano é o fato do Enem ter sido dividido em dois finais de semana diferente. Nas edições anteriores, as provas eram realizadas em apenas um final de semana, sendo sábado e domingo. Na edição atual, a prova está sendo realizada em dois domingos, 5 e 12 de Novembro.

A primeira etapa, realizada no último domingo, contou com a realização de 90 perguntas de linguagens e ciências humanas e também com a redação, outro fator que deu visibilidade para os problemas enfrentados por surdos e deficientes auditivos no país.

Seguindo a tradição de abordar temas de cunho social, o tema da redação deste ano foi “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil” e incitou discussões nas redes sociais entre aqueles que enxergaram a importância do tema e aqueles que se sentiram insatisfeitos com a escolha.

Também foi registrado um caso lamentável durante a realização da prova em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo. O estudante Danilo Maralha Ribeiro, de 17 anos, que tem deficiência auditiva, foi retirado da sala e revistado por estar usando um aparelho de surdez.

O caso expõe as contradições que ainda existem no Brasil. A família realizou boletim de ocorrência, já que o aparelho auditivo utilizado pelo rapaz, que sonha cursar Engenharia ou Educação Física, foi confiscado e ao ser devolvido apresentou defeito. Até o momento o Inep não se pronunciou sobre o ocorrido.

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