Por Direito de Ouvir

23 de junho de 2021

Segurança do diagnostico da perda auditiva

A experiência do profissional é um diferencial

23 de junho de 2021


A perda auditiva, pode ser total ou parcial e estar presente na criança desde seu nascimento, acometê-la durante a infância ou ao longo da vida adulta e senil.

Hoje em dia, possuímos muitos recursos para identificação da perda auditiva. As crianças, ao nascer, são submetidas a uma triagem auditiva sugerindo normalidade auditiva ou não. Diante destes resultados, inicia-se um protocolo para identificar se realmente há uma alteração auditiva e qual a sua origem.

Tais investigações são possíveis em qualquer fase da vida (infantil, adulta ou senil) e existem exames subjetivos e objetivos que são complementares a um diagnóstico eficiente e confiável.

Dentre os exames, o mais comum executado para detecção da perda auditiva é a audiometria, que é a pesquisa dos limiares tonais de um indivíduo. Ela pode ser aplicada em qualquer idade, desde que o paciente tenha capacidade de condicionamento para execução (geralmente crianças com idade superior a 3 anos e idosos com capacidade cognitiva íntegra).

Porém, por se tratar de um exame subjetivo é necessário que o fonoaudiólogo tenha expertise para identificar pontos de coerência no traçado do exame pois, por depender da resposta do paciente, é necessário certificar-se de que os limiares apresentados sejam verídicos.

Para uma leitura mais fidedigna, é importante que o fonoaudiólogo tenha em mãos exames complementares como a logoaudiometria, a imitanciometria e até mesmo a observação da recepção de fala deste paciente em ambiente não avaliativo. Como por exemplo deste último, observe a capacidade de detecção de fala de seu paciente logo na recepção ao cumprimentá-lo ou fazer perguntas durante a anamnese. Dificuldades em entender perguntas do dia-a-dia já sugerem uma perda auditiva.

Um teste importante e de fácil aplicação é a Logoaudiometria, que permite que o paciente detecte palavras sem pista visual, ou seja, diante da dificuldade auditiva é esperado que o mesmo sinta dificuldade em entender uma palavra quando a mesma é apresentada em volume inferior ao seu limiar auditivo.

Desta forma a audiometria deverá apresentar uma coerência de resultados quando comparados aos índices apresentados na logoaudiomentria. Suspeite da veracidade dos limiares auditivos quando os resultados da logoaudiometria forem melhores do que os limiares tonais.

A imitanciometria, apesar de ter como finalidade a pesquisa da mobilidade do sistema tímpano-ossicular, também verifica a presença ou ausência de reflexos acústicos que, estando presentes, podem sugerir integridade do sistema auditivo.

Durante o exame, os valores apresentados são incoerentes quando comparados entre si ou até mesmo com os achados na anamnese, é prudente que se reavalie ou que se aplique exames complementares objetivos como o PEATE ( Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico) que, apesar de apresentar uma faixa de pesquisa distinta, pode ser um complemento decisivo no diagnóstico diferencial.

Vale ressaltar que a segurança do diagnóstico se dá por conhecimento.

O avaliador tem um papel fundamental na responsabilidade do diagnóstico. É de responsabilidade dele a confiabilidade destas respostas pois condutas serão tomadas diante dos achados como por exemplo a indicação cirúrgica, tratamento medicamentoso, terapêutico e até mesmo a adaptação correta de aparelhos auditivos. Forneça o maior número de informações possíveis nesse resultado pois assim, contribuir com uma conduta acertiva.

Fonoaudióloga Andréa Abrahão
CRFª: 2-12414

Marcadores
Perda auditiva
Nós usamos seus dados para analisar e personalizar nossos anúncios e serviços durante sua navegação em nossa plataforma. Ao continuar navegando pelo site Direito de Ouvir você nos autoriza a coletar tais informações e utilizá-las