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Por Gabriela Bandoni
Fono Especialista

10 de novembro de 2014


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Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

Campanha bsucaconscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar da saúde auditiva

Por Gabriela Bandoni
Fono Especialista

10 de novembro de 2014


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No dia 10 de novembro é comemorado, no Brasil, o Dia de Prevenção e Combate à Surdez, e por esse motivo, em 2014 a Campanha Nacional de Saúde Auditiva ocorre pelo terceiro ano consecutivo, e tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância do cuidado com a saúde auditiva.


Causas da Surdez

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de perda auditiva. Dessas, quase 38% estão acima de 65 anos e 8% são crianças e adolescentes que tem até 15 anos de idade.

No Brasil, a perda auditiva, que pode ser popularmente chamada de surdez, é uma das deficiências mais comuns. Estima-se que o número de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência auditiva chegue a 10 milhões, de acordo com o IBGE, e a cada mil recém-nascidos, três já nascem com perda auditiva.

A causa da surdez pode estar relacionada à diversos fatores: genéticos, ambientais ou decorrentes do envelhecimento. Nas crianças, as doenças infectocontagiosas, a exemplo da meningite e da rubéola, são potenciais desencadeadores da perda auditiva. Neste caso, a criança com dificuldade auditiva pode perder estímulos importantes para o seu desenvolvimento, que envolvem o aprendizado, a comunicação e a socialização.

Mas ainda há outro fator: Estudos elaborados por universidades de todo o mundo mostram que a perda de audição tem se tornado cada vez mais comum entre a população jovem. A causa? A poluição sonora das ruas, as vozes e ruídos intensos no trabalho e o mais prejudicial e perigoso: o som alto que sai dos fones de ouvido conectados ao iPod ou aparelho MP3. A perda auditiva gradual é comum a partir da terceira e quarta décadas da vida e com o abuso de tecnologias sonoras, os jovens acabam acelerando esse processo.

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Prevenção

São muitos os ruídos que fazem parte do nosso cotidiano e que podem prejudicar a saúde dos nossos ouvidos e a nossa capacidade auditiva: Música alta, buzinas, carros de som com propagandas ou carros com escapamento defeituoso. Cuidados simples podem prevenir perdas irreversíveis na nossa audição, como evitar a exposição a sons altos por mais de 8h diárias.

A poluição sonora é considerada um dos problemas ambientais mais graves, perdendo apenas para a poluição das águas e ficando a frente da poluição do ar. A informação é da Organização Mundial da Saúde, que alerta que o som não deve ultrapassar 70 decibéis (dB). Acima de 85 dB, este ruído já se torna uma ameaça à saúde e pode começar a comprometer a estrutura da audição, levando à surdez.

Além disso, ainda existem algumas dicas para cuidar da saúde auditiva, como por exemplo: Exigir que o “teste da orelhinha” seja aplicado em seu bebê recém-nascido. Além do “teste do pezinho”, a criança também deve passar pela Triagem Auditiva Neonatal (TAN), também conhecida como “teste da orelhinha”, preferencialmente antes da alta hospitalar, para saber se o bebê possui algum comprometimento auditivo; e fazer a audiometria, exame auditivo realizado por um fonoaudiólogo, sob indicação de um otorrinolaringologista.

O ideal é que todos façam uma avaliação audiológica por ano, para determinar se existe perda auditiva em um ou ambos os ouvidos em frequências essenciais para o desenvolvimento normal da linguagem e da fala.

Outro cuidado que podemos ter é manter hábitos saudáveis como: fazer atividades físicas regularmente e ter uma alimentação saudável. Frutas ricas em potássio, mineral responsável por suportar a transmissão de impulsos nervosos e que pode influenciar na transmissão do som, são um exemplo do que não pode faltar no cardápio.

Uso de próteses auditivas

Caso a surdez seja diagnosticada, o uso de aparelhos auditivos pode ser indicado. As próteses têm uma papel importante no resgate da qualidade de vida das pessoas. Afastam doenças, reduzem o isolamento social e oferecem benefícios que estão muito além da reabilitação auditiva. Por isso, recomenda-se que as pessoas com perda auditiva não adiem a adaptação dos aparelhos.

Confira na tabela o tempo de exposição sonora diária permissível para o nível de pressão sonora ambiental (Tabela Pressão Sonora / Exposição Diária Permissível)


Nível de Pressão Sonora - NPS dB (A)

Máxima Exposição Diária Permitida
858 horas
904 horas
1001 hora
10530 minutos
11015 minutos
11210 minutos
1148 minutos
1157 minutos