Por Direito de Ouvir

14 de maio de 2021

Habilidades auditivas e a comunicação oral

Qual a relação entre elas?

14 de maio de 2021


Você já ouviu falar o termo "surdo-mudo"? Ele representa uma parcela de pessoas que são surdas e por isso, não falam. Ou seja, pessoas que não desenvolveram a fala porque escutam apenas fortes vibrações ou quase nada.


Desde 2010, foi regulamentada a lei 12.303/2010 que dá obrigatoriedade à realização do teste da orelhinha em recém nascidos. Esse exame avalia a funcionalidade da cóclea, se ele está recebendo e respondendo adequadamente aos estímulos sonoros, identificando ou não algum sinal de problema auditivo.

 A audição do ser humano já começa a existir desde a 20° semana gestacional dentro do útero materno com a formação da cóclea. Esse órgão é responsável por captar as ondas sonoras que chegam até as nossas orelhas através do ambiente em impulsos elétricos. Dessa forma, o nosso cérebro é capaz de reconhecer e interpretar os sons que recebemos.

     



Contudo, por mais que esse órgão funcione perfeitamente, o recém-nascido ainda vai desenvolver as tão necessárias habilidades auditivas, são elas as responsáveis pela interpretação propriamente dita ou processamento sonoro a nível cerebral.

Os tipos de habilidades auditivas são detectáveis, referindo à percepção de sons, temos:

• Identificação de onde o som está vindo, se existe algum ruído ou se tem alguém me chamando de algum lugar;
• Identificar se vem um carro pela direita ou pela esquerda na hora de atravessar a rua;
• Conseguir distinguir a voz de quem está falando comigo, se é o meu filho ou a minha filha;
• Ter mais atenção para manter foco na realização de uma determinada atividade;
• Ter capacidade de fazer figura-fundo auditiva, procedimento onde você analisa se consegue focar num som específico em meio a ruídos;
• Manter um diálogo com música tocando ao fundo, obtendo a compreensão final da mensagem sonora;
• Conseguir unir todos os sons necessários para o entendimento do que o interlocutor desejou comunicar, ainda que faltem partes da palavra ou até palavras inteiras.

Quando perdemos a audição ainda que seja em um grau leve, estamos perdendo todas essas habilidades pouco a pouco.

À medida em que o grau da perda auditiva aumenta, o nosso vocabulário diminui, porque percebemos cada vez menos as pistas auditivas que nos ajudam a interpretar os sons e compreendê-los como palavras até a mensagem final e conclusão. Sem algum tipo de tratamento, esse prejuízo fica irreversível, além de ir comprometendo gradativamente durante os anos que vão se passando.

Esses são fatores que evidenciam a importância da audição na comunicação oral, aspectos necessários na construção de relações e aprendizados durante sua trajetória.

Ter uma perda auditiva pode ser limitante caso não seja trabalhada adequadamente. Hoje a tecnologia que os aparelhos auditivos carregam têm recursos criados e desenvolvidos justamente para atender a essas e outras dificuldades geradas pelas deficiências auditivas. São adaptados exclusivamente para cada caso.

Tenha o hábito de prevenir qualquer ação que possa prejudicar suas habilidades auditivas, faça exames regularmente.

Clicando aqui: https://www.direitodeouvir.com.br/audiometria você consegue entender melhor sobre os procedimentos e exames.

 Fonoaudióloga Marília Vasconcelos
CRFª: 4-12247


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