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Por Cláudio Fonseca
Otorrino Especialista

05 de janeiro de 2018


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Por Cláudio Fonseca
Otorrino Especialista

05 de janeiro de 2018

Som alto prejudica as células nervosas do cérebro

As consequências do som alto é semelhante aos efeitos da esclerose múltipla



Ouvir música alta utilizando fone de ouvido pode causar perda auditiva causando efeitos semelhantes ao de esclerose múltipla,segundo estudo feito. A pesquisa mostra que ruídos acima de 110dB (decibéis) retiram o isolamento das fibras nervosas que são responsáveis por levar sinais do ouvido para o cérebro. A perda dessa camada de proteção, chamada mielina, interrompem os sinais elétricos nervosos. Seguindo esse processo, nesse caso, devido afetar o sistema imunológico, as células nervosas no cérebro são prejudicadas e o resultado é uma esclerose múltipla.
Está comprovado que ruídos podem causar problemas auditivos, como perda auditiva temporária ou tinnitus e até mesmo perda auditiva temporária. Contudo, pela primeira vez os cientistas têm sido capazes de identificar danos causados nas células nervosas, como resultado de exposição a ruídos.
“O estudo nos permite entender que a exposição a ruídos altos é o caminho que leva a perda auditiva. Dessecar o mecanismo celular  básico é uma condição que deve trazer benefícios à saúde da população em geral. O trabalho irá ajudar a prevenir,como também promover o desenvolvimento para encontrar a cura adequada de perda auditiva”, afirma Dr. Martine Hamann, responsável pela pesquisa feita pela universidade University of Leicester in the UK, no Reino Unido.
Audição pode ser recuperada
Os cientistas descobriram que a perda da mielina (substância que transporta sinais elétricos do ouvido para o cérebro), causada por exposição a ruídos, pode ser recuperada ao longo do tempo.


O trabalho é parte da pesquisa em andamento para efeitos dos ruídos  no núcleo coclear, na região do cérebro que recebe sinais de som do ouvido interno. Baseado nos resultados, os cientistas deverão ser capazes de desenvolver, futuramente, um método de tratamento.
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
Fonte: www.independent.co.uk