Por Direito de Ouvir

06 de março de 2014

Teste auditivo deve ser feito anualmente

A maioria das pessoas desconhece a importância de passar por exames auditivos

06 de março de 2014


No Brasil, 10 milhões de pessoas têm deficiência auditiva. Um exame simples que deveria estar incluso na rotina de exames anuais é a audiometria, que avalia a saúde auditiva das pessoas, ajuda a detectar e combater precocemente a surdez. Pelo menos 800 milhões de pessoas no mundo são afetadas por esse problema, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Porém, ainda são poucos que têm o hábito de ir ao médico fazer uma avaliação periódica.

De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em 2000, eram aproximadamente 6 milhões de pessoas que tinham deficiência auditiva. Atualmente, esse número saltou para quase 10 milhões.

“Em nossas vidas, a audição é o primeiro sentido sensorial a se desenvolver - normalmente a partir da 20ª semana de gestação o bebê já pode perceber os sons - e quase sempre é o último a desaparecer”, afirmou a fonoaudióloga Talita Donini.

Importância de fazer exames auditivos

“Para se ter ideia da importância da audição, até dormindo os nossos ouvidos continuam trabalhando”, disse ela. Com a evolução da tecnologia, o estilo de vida da população mudou bastante e pode colocar a saúde auditiva em risco. “Por estarmos cada vez mais conectados, muitas vezes não percebemos o quanto a audição fica exposta a níveis sonoros intensos, o que pode ser bastante nocivo”, acrescentou.

Segundo ela, cuidar dos ouvidos é tão importante quanto qualquer exame de rotina. Quanto mais cedo for detectado algum distúrbio, menor o prejuízo à audição. “É que o cérebro passa menos tempo sem receber determinado estímulo. Caso o problema demore a ser diagnosticado, além do uso de aparelho auditivo, é preciso fazer terapia com fonoaudiólogo para reaprender escutar”. A boa notícia é que a perda auditiva é uma deficiência que pode ser prevenida, mas, coincidentemente, é uma das alterações com maior ocorrência entre a população. “A falta de informação é um dos principais motivos”, afirmou.

Dicas para cuidar da saúde auditiva:


Exija que o “teste da orelhinha” seja aplicado em seu bebê recém-nascido. Além do “teste do pezinho”, a criança também deve passar pela Triagem Auditiva Neonatal (TAN), também conhecida como “teste da orelhinha”, preferencialmente antes da alta hospitalar, para saber se o bebê possui algum comprometimento auditivo.
Faça a audiometria, exame auditivo realizado por um fonoaudiólogo, sob indicação de um otorrinolaringologista. O ideal é que todos façam uma avaliação audiológica por ano, para determinar se existe perda auditiva em um ou ambos os ouvidos em frequências essenciais para o desenvolvimento normal da linguagem e da fala.


Não introduza nenhum objeto (como chave ou palitos) no conduto auditivo, nem o limpe com bastonetes. Apenas a área externa da orelha deve ser limpa com este auxílio. A orelha expulsa a cera em excesso naturalmente, com movimentos peristálticos. Interferir nesse processo pode ser prejudicial.


Trate gripes, otites e outras infecções até o final. O tratamento deve ser feito sempre com acompanhamento médico e nunca com soluções caseiras. Quando mal curadas, essas infecções podem levar à perda auditiva.
Quem se expõe a ruídos como cortadores de grama, voos em aeronaves e shows de música, deve usar sempre um protetor auricular ou EPI – Equipamento de Proteção Individual. Seja essa exposição esporádica, longa ou súbita, ela pode matar a célula auditiva.

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Baseado em: www.jornaldevinhedo.com.br


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