Por Direito de Ouvir

29 de março de 2021

Graus de perdas auditivas

Você sabia que para surdez também existe grau?

29 de março de 2021


Quando damos um diagnóstico de perda auditiva é comum encontrarmos nos olhos de nossos pacientes um semblante de questionamentos e dúvidas:

- Mas é muito? Eu ainda ouço bem!

Muitos ainda não sabem, mas a perda auditiva pode se apresentar em diversos graus, por isso algumas pessoas conseguem entender o que está sendo dito prestando atenção e outras encontram mais dificuldades na compreensão das palavras.

Para aferirmos essa audição, é necessário fazer o exame de audiometria, considerado o mais comum para casos de perda auditiva. Ele tem como objetivo medir o menor som que o indivíduo é capaz de detectar.

Utilizamos medidas padronizadas em decibéis (dB) para aferir essa audição.


Quais são os graus da perda de audição?

A organização mundial de saúde, em 2014, estabelece as seguintes subdivisões para diagnóstico da audição de um adulto. São elas:

Audição Normal: (0 a 25dB) Nenhuma ou mínima dificuldade para ouvir. Ainda explica que nesta condição o paciente é capaz de ouvir até cochichos.

Perda Auditiva Leve: (26 a 40dB) Nesta condição o portador da perda ainda é capaz de ouvir e repetir palavras em volume normal a um metro de distância. Apresenta dificuldade de ouvir o som da chuva leve, balançar do vento nas árvores e o tic tac do relógio.

Perda Auditiva Moderada: (41 a 60dB) Capaz de ouvir e repetir palavras em volume elevado a 1 metro de distância. Apresenta dificuldade em ouvir a panela de pressão, pássaros cantando e pessoas conversando em outro cômodo da casa.

Perda auditiva Severa: (61 a 80dB) Capaz de ouvir palavras gritadas próximo à orelha. Dificuldade em ouvir pessoas conversando no mesmo ambiente, chuva forte, barulho de carro e o som do rádio e TV.

Perda auditiva Profunda: (> 81) Incapaz de ouvir palavras gritadas mesmo próximo à orelha. Apresenta dificuldade de ouvir sons do cotidiano sendo percebido apenas sons fortes como trovão, caminhão acelerando ou fogos de artifício.

Vale ressaltar que existem outras classificações para essas perdas, porém com variações não muito significativas. O traçado audiométrico influencia diretamente nas características acústicas de cada paciente. Um paciente com sintomas da perda auditiva pode apresentar limiares auditivos que descrevem um grau leve até profundo, o que gera muitas vezes maior ou menor dificuldades para entender cada tipo de som.

Além disso, a perda auditiva pode se mostrar diferente em cada uma das orelhas. Ela é capaz de apresentar perdas auditivas simétricas ou assimétricas, inclusive indicar uma perda auditiva bilateral (ambas as orelhas), ou apenas em umas das orelhas, denominada perda auditiva monaural, que também pode ser pronunciada como “unilateral”.

Geralmente estas perdas auditivas são progressivas e iniciam-se de forma leve, aumentando gradualmente até que chegue ao grau profundo. Por isso, tenha bastante atenção em ações do seu cotidiano e não fique exposto a ruídos altos.


Como tratar a perda auditiva?

Recomenda-se que ao menor sinal de dificuldade auditiva, faça-se um exame de audiometria. Caso apresente alguma alteração no diagnóstico feito pelo médico ou fonoaudiólogo responsável pelo caso, é indicado fazer um acompanhamento, com monitoramentos regulares para que o grau desta perda auditiva não altere.

O tratamento é realizado com Aparelhos Auditivos que serão indicados pelo fonoaudiólogo. Mas, fique tranquilo! Hoje temos várias opções de escolha, são modelos diversos capazes de atender todo tipo de perda auditiva, além que trazer uma estética quase imperceptível.

Dentro do nosso site você consegue visualizar todas as nossas soluções auditivas: https://www.direitodeouvir.com.br/aparelhos-auditivos

Cuide da sua saúde auditiva, faça exames regularmente e evite problemas futuros.


Fonoaudióloga Andréa Campos Varalta Abrahão

CRFa 2-12414


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Perda auditiva
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