Categoria: Perda Auditiva.

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Dentre os diversos fatores que contribuem para a perda auditiva, a idade é uma causa que ganha destaque. Isto por que, com o envelhecimento do corpo, algumas células vão se degenerando, não funcionando como antes.  No caso da audição, as células ciliadas presentes no ouvido, vão piorando a audição com tempo. “Esse processo é conhecido como presbiacusia, sendo comum e até esperado a partir dos 60 anos”, comenta Andréa Varalta Abrahão, fonoaudióloga responsável pela clínica Direito de Ouvir.

Segundo Andréa, o tamanho desta perda é o que varia de caso para caso. “A intensidade desta perda é variável e de acordo com o estilo de vida que a pessoa leva. Se ela se expõe a intensos ruídos tanto de fone de ouvido quanto do próprio trabalho e outros tantos fatores, o tamanho da perda pode ser maior”.

Por ser um processo natural, a perda auditiva pela idade não é doença, mas precisa ser tratada. Geralmente, o tratamento é feito com aparelho auditivo, prevenindo uma possível surdez ou problemas mais graves.

Tipos de Presbiacusia

Existem várias classificações desta perda auditiva provocada pelo envelhecimento natural. Confira:

Presbiacusia Sensorial – É considerado o tipo mais comum: uma perda auditiva neurossensorial bilateral e simétrica, que começa na meia idade e determina queda auditiva em sons agudos. O zumbido pode ser um fator comum.

Presbiacusia Neural – É uma perda auditiva progressiva e rápida que deixa os idosos com grande dificuldade para entender a fala. Neste caso, acontece uma redução dos chamados neurônios cocleares, que pode ser relacionada com dificuldade de coordenação motora e déficits cognitivos.

Presbiacusia Metabólica – Acontece quando há uma perda neurossensorial com uma curva plana e a manutenção da discriminação da fala. Quando os limiares auditivos ultrapassam 50 dB, a discriminação começa a cair.

Presbiacusia Mecânica (coclear condutiva) – Neste caso, há um problema na coclear devido enrijecimento da membrana
basilar e alteração nas características de ressonância do duto da cóclea.

A importância do tratamento

Além da questão da qualidade de vida social, a perda da audição na terceira idade pode ter como consequência uma surdez neural. “Se uma pessoa vai perdendo a audição ao longo dos anos, ela pode perder também a capacidade cerebral de reconhecer determinadas palavras”, comenta Andréa. Isso acontece porque a privação do som desabitua a área cerebral responsável pela audição.  Neste caso, o problema se torna mais complicado de reverter.

Nesta semana em que se comemora o dia do Surdo e Mudo, diversos especialistas alertam sobre a importância de cuidar da audição. De acordo com a fonoaudióloga Andréa, cuidar da audição é tão importante quanto cuidar da visão. Da mesma forma que está ultima impossibilita diversas atividades sociais  a audição tem também suas limitações. “A privação sonora na terceira idade é um problema sério, pois, o idoso necessita do social por estar em um momento delicado com a aposentadoria”, alerta Andréa acrescentando que com a perda da audição, os idosos começam a se isolar por não serem capaz de se comunicar.

Contribuindo para a manutenção da qualidade de vida do idoso, a boa audição pode prevenir, além dos problemas mencionados, depressões e outros tantos problemas psicológicos. Saiba mais sobre as consequências da presbiacusia aqui.

Como identificar a perda auditiva?

Alguns sinais podem indicar que uma pessoa tem perda auditiva. Por exemplo:

  • O idoso sempre pede aos outros para se repetirem?
  • Tem amigos ou familiares que dizem que ele não ouve bem?
  • Deixa a TV ou o rádio em volume mais alto do que os outros?
  • Tem dificuldade em entender conversas com ruídos ao fundo?
  • Tem dificuldades em acompanhar conversas em grupo?
  • Tem dificuldade em identificar de onde os sons estão vindo?

Se o idoso responder “sim” a mais de três questões, pode ter perda auditiva. Vale sempre lembrar que em casos assim o ideal é que ele e a família conversem com um profissional de saúde auditiva, que poderá indicar qual caminho a seguir.