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Você sabia que a cidade de Franca sedia o Museu do Aparelho Auditivo? Fundado em novembro de 2007, o museu foi catalogado em 2010 e fica na sede da Direito de Ouvir. Com um acervo de cerca de 700 itens museológicos, bibliográficos e arquivísticos do museu, que é o único do gênero no Brasil e o quarto maior do mundo – os demais estão em Buenos Aires (Argentina), Stewartstown (Estados Unidos) e Lübeck (Alemanha).

Destaques do museu

No museu é possível conhecer a evolução dos aparelhos auditivos. Recentemente, o museu abriu para a visitação uma de suas peças mais interessantes: uma réplica do do trono auditivo de D. João VI.  Projetado a pedido do empresário e colecionador Fred Abrahão, CEO da Direito de Ouvir Amplifon – empresa que é curadora do Museu do Aparelho Auditivo, levou seis meses apenas para ser esculpido em madeira de lei. Para que ele ficasse exatamente como a peça original, a equipe do museu elaborou uma série de pesquisas históricas sobre o trono que atualmente está em Portugal.

“O Museu do Aparelho Auditivo proporciona conhecimento sobre a história e a evolução dos aparelhos auditivos, ferramentas tão importantes na promoção de saúde e bem estar para milhões de pessoas no Brasil e em todo o mundo. O trono acústico vai agregar ainda mais valor a todo esse acervo importantíssimo, lançando luz, inclusive, sobre um momento muito importante da história Brasil e Portugal”, diz Fred Abrahão.

Como funcionava o trono acústico

Com problemas auditivos,  D. João VI encomendou à empresa de Frederick Rein uma cadeira acústica, em 1819, que foi entregue um ano depois e usada em ambos os países: Brasil e Lisboa.

A cadeira foi equipada com um aparato o escondido debaixo do assento, que tinha um receptor que transmitia o som através de um único tubo escondido na parte de trás do trono. Os visitantes do rei eram obrigados a ajoelhar-se diante da cadeira e a falar diretamente para os leões. O rei supostamente usava sua cadeira acústica em audiências com nobres e plebeus com o público durante o tempo em que viveu no Brasil e em Lisboa. Este costume foi chamado de “beija-mão” e fez o rei muito popular. Justamente por sua popularidade, ele achava importante ouvir e responder às preocupações de seu povo.

Uma réplica da cadeira original também está sediada no escritório da Amplifon em Londres.

 Acervo conta história da evolução dos aparelhos

Além do trono acústico, o Museu do Aparelho Auditivo guarda em seu acervo peças que contam a história da evolução dos aparelhos. No grupo dos aparelhos não elétricos, há trombetas, tubos de conversação e aurículas. Os aparelhos elétricos vão desde carbono, tubo a vácuo e transistores. Os óculos com próteses acopladas e os brincos Sterling, que também camuflavam os dispositivos, também são peças que