Gabriela Bandoni
Por Gabriela Bandoni
Fono Especialista

16 de julho de 2018


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Zumbido no ouvido - Causas e tratamento

Veja a importância da prevenção


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Zumbido no ouvido - Causas e tratamento

O zumbido no ouvido é algo muito comum de ocorrer, independe da idade e é muito incômodo. São percepções sonoras que podem ser bastante variadas, sendo apresentadas nas formas de chiados, estalos, “sirenes”, tendo a possibilidade de serem percebidos durante o dia ou somente em silêncio, a depender do grau.

É uma condição que costuma afetar muitas pessoas, em torno de 10% da população durante toda a vida, sendo com o passar dos anos muito mais frequente e propensa. Quadros infecciosos ou uso de remédios podem ser causas possíveis para o zumbido no ouvido.


De forma geral é um quadro que permite a cura, dependendo da causa. Caso negativo, somente o tratamento paliativo é recomendado, também a depender do quadro do paciente. No entanto algumas práticas podem prevenir os zumbidos no ouvido e partem de dicas simples.

Um acompanhamento especializado ainda é o mais recomendado neste quadro, a fim de se investigar a fundo as causas e os tratamentos possíveis. Alguns tratamentos são diretivos e outros terapêuticos, e vão ser determinados a partir das condições e necessidades frente a um diagnóstico claro e bem definido, realizado por um especialista.

Quais são as causas para o zumbido no ouvido?

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As causas para o zumbido no ouvido podem ser bastante variadas, pois vai de cada caso específico. De um modo geral o que acontece é a deterioração das células que estão presentes na região do ouvido e são responsáveis pela condução do som produzido externamente.

Dentre as causas mais comuns estão o envelhecimento, exposição a barulhos muito altos, uso de fones de ouvido com intensidade maior que a indicada. Além disso alguns medicamentos são responsáveis pelo quadro de zumbido no ouvido, assim como quadros mais graves envolvendo tumores, infecções ou complicações decorrentes de ansiedade.

Algumas condições físicas também podem favorecer o quadro, como por exemplo espasmos musculares ou lesões que costumam alterar a parte interna do ouvido, de modo que o seu funcionamento seja totalmente alterado gerando o zumbido no ouvido ou condições mais graves e que precisem de diagnóstico médico.

É através dos exames feitos, além dos relatos coletados que serão prescritos os tratamentos para o zumbido no ouvido. Para que o tratamento seja eficaz as indicações precisam ser seguidas, além de se prevenir novos episódios, de modo que as células possam se recuperar totalmente dos danos causados.

Alguns sintomas podem se cruzar, e dificultar um pouco o diagnóstico. É o que acontece com a relação entre zumbido no ouvido e tontura, que é decorrente de quadros de labirintite e que podem, a depender do grau causar os episódios de zumbido no ouvido. Neste caso específico o tratamento é conjunto, atuando na causa e no sintoma.

Tratamentos

O tratamento realizado pode ser muito variado, pois vai depender da causa relacionada. Em alguns casos somente a remoção do acúmulo de cera do ouvido é suficiente para a resolução do quadro, em outros o uso de antibióticos é necessário para que o quadro seja revertido e o zumbido no ouvido eliminado.

Em casos bastante específicos é indicada uma cirurgia para solução do problema, no entanto, para que um destes tratamentos sejam avaliados como eficientes, é preciso que na visita ao médico o histórico completa seja apontado, em outras palavras, quando começou ou quando você percebeu, se há intensidade crescente ou não.

Existem tratamentos mais alternativos que contam com terapias de som, florais, uso de ansiolíticos, ou antidepressivos a fim de reduzir a ansiedade. Outros focos podem ser dados para o tratamento, se identificado que a causa para o zumbido no ouvido é alguma doença mais grave instalada em outro local do corpo, que não necessariamente o ouvido.

Outros tratamentos focam na redução gradativa do quadro, e são feitas com musicoterapia ou acupuntura. O intuito destas técnicas é favorecer o relaxamento, reduzindo a ansiedade, sem o uso de medicamentos. Esta é uma alternativa para quem, por algum motivo específico, não pode fazer o uso dos mesmos.

Para continuação do tratamento e até prevenção os médicos recomendam que seja suspenso o uso de álcool ou outras drogas, manter a regularidade do sono e evitar o uso excessivo de fones de ouvido, e quando usá-los que seja em condições saudáveis, sem exagero no volume, de modo que não cause lesões graves.

Algumas pessoas insistem em usar remédio para zumbido no ouvido de maneira aleatória, sem se atentar para os riscos envolvidos decorrentes desta prática. De fato, alguns medicamentos são indicados para o tratamento, mas somente com prescrição e autorização médica, de modo que precisa-se de uma receita para aquisição destes.

Zumbido no ouvido tem cura, mas somente quando se procura um acompanhamento de especialistas. Se você possui dúvidas não apele para remédios ou tratamentos caseiros que podem além de colocar em risco sua saúde não resolver nada do problema, podendo inclusive agravar o quadro.

Quando se tem o acompanhamento específico é muito mais fácil identificar qual a causa do problema e a melhor forma de se resolver o mesmo. Ao ignorarmos esta etapa colocamos em risco a nossa própria integridade, através de exposições desnecessárias a outros problemas.

A importância da prevenção

A prevenção ainda é o melhor tratamento para o zumbido no ouvido e até outros casos mais graves. As dicas dadas anteriormente são essenciais para que a saúde seja garantida e o quadro patológico não possa ser desenvolvido ou agravado por algum desleixo.

Ter atenção às nossas ações do dia a dia, tudo o que fazemos e que nos expõem neste sentido é muito importante para que a nossa saúde seja garantida. Ter atenção ao uso moderado dos fones de ouvido e também o uso de equipamentos indicados para o serviço são técnicas que costumam ajudar bastante.

Algumas doenças somente dependem de como nós lidamos com elas e o que fazemos para que elas não ocorram. Na maioria delas, só precisamos estar atentos à práticas preventivas, ou procura de um médico especializado para acompanhamento. Somente desta forma podemos nos livrar de situações incômodas e que demandem tratamentos, muitas vezes, invasivos.