Doença Renal Crônica e Perda Auditiva

Pesquisadores descobrem link entre doença renal e perda auditiva

Um time de pesquisadores australianos descobriu que adultos em meia-idade que convivam com doença renal crônica têm mais chances de desenvolverem perda auditiva do que aqueles de mesma idade, mas que não convivem com essa doença. O estudo com os resultados da pesquisa foi publicado no American Journal of Kidney Diseases.

Mais de duas mil e novecentas pessoas acima de 50 anos participaram do estudo, sendo que 513 possuíam doença renal crônica. Do total de pessoas que não possuíam a doença, apenas 28% desenvolveram algum tipo de perda auditiva, enquanto que do grupo que convivia com a doença renal crônica, mais de 54% desenvolveram perda auditiva, sendo que 30% mostraram ter perda auditiva severa.

Segundo o autor do estudo, David C. Harris, similaridades funcionais e estruturais entre os tecidos que compõem a orelha interna e os rins podem explicar o link entre a doença renal crônica e a perda auditiva. Harris também afirma que as toxinas que se acumulam quando há falência renal podem prejudicar os nervos, em especial aqueles presentes na orelha interna.

No Brasil, estima-se que haja mais de 2 milhões de casos de doença renal crônica por ano. Essa doença frequentemente apresenta poucos sintomas e sua detecção é feita através de exames de sangue. Em geral, seu desenvolvimento se dá de maneira gradual, sendo que algumas pessoas não apresentam sintomas, sendo diagnosticadas apenas por um exame laboratorial.

Os rins são responsáveis por filtrar resíduos e excesso de líquido do sangue, quando há doença renal crônica, eles são prejudicados e com o tempo começam a falhar, o que faz com que os resíduos se acumulem, o que pode gerar excesso de urina, inchaço, líquido nos pulmões, perda de peso não intencional severa, fadiga, mal-estar, perda de apetite, pressão alta ou distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico (água e eletrólitos) ou soluço. Por se tratar de uma doença crônica, essa situação pode durar anos ou mesmo a vida inteira.


Em casos mais moderados, os medicamentos ajudam a controlar os sintomas, porém em fases mais avançadas, pode ser necessário realizar filtragem do sangue com uma máquina (diálise) ou fazer um transplante. Justamente por esses fatores, o mais indicado é fazer exames de rotina e sempre estar atento para alterações na saúde. Fazer exames auditivos periódicos também é necessário para manter uma saúde de qualidade e se prevenir contra a perda auditiva.

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