Categoria: Prevenção da Perda Auditiva.

Teste da orelhinha

Como o conhecido Teste do Pezinho, que pode detectar doenças nos recém-nascidos e proporcionar tratamento adequado com antecedência, a Triagem Auditiva Neonatal, mais conhecida como Teste da Orelhinha, também é obrigatória e essencial para a saúde do bebê. Ainda na barriga da mãe (a partir do quinto mês de gestação), o bebê já começa a ouvir, e, dessa forma, desenvolver a linguagem. Qualquer problema auditivo pode comprometer essa capacidade. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.

Como é feito o teste?

O Teste da Orelhinha deve ser realizado até 48 horas após o nascimento. É um exame rápido e indolor, feito pelo fonoaudiólogo, na presença dos pais, no momento em que o bebê está dormindo. Insere-se um fone no ouvido com o objetivo de analisar a na anatomia e a integração auditiva do bebê. Se o resultado for negativo, outro teste é realizado, pois pode haver alguma secreção oriunda do parto que prejudique o diagnóstico. Se o resultado for novamente negativo, o bebê é encaminhado ao especialista, no caso o médico otorrinolaringologista.

A surdez pode ser temporária (causada pelas secreções do parto) ou permanente. Além da hereditariedade, pode decorrer de doenças como rubéola e toxoplasmose, problemas de incompatibilidade sanguínea pelo fator RH, complicações neonatais, parto prematuro, ou fatores congênito. Hoje, a cada mil nascidos, dois são surdos. De acordo com a fonoaudióloga Fabiane Zimmermann, que atua no Hospital de Joinville/SC, o índice de surdez aumentou nas últimas décadas.

“Antes, os bebês prematuros, que são um grupo de risco, no qual a surdez é mais comum, não sobreviviam. Atualmente, eles têm todas as condições de sobrevivência”, explica. Ela ressalta a importância do diagnóstico nos primeiros meses de vida: “Se a criança for protetizada (usar o aparelho para surdez) até os seis meses de idade, a linguagem dela vai ser comparável à de crianças que não tiveram problemas auditivos”.

Causas de perda auditiva pós-nascimento

Estudos apontam que, em muitos casos, a perda auditivo que acomete crianças após o nascimento pode estar relacionada com hábitos errados. Elas são muitas vezes expostas a sons altos, gritos, o próprio ruído do ambiente escolar, do trânsito, dentre outros fatores rotineiros. Dez por cento das crianças em idade escolar sofrem de perda auditiva, ocasionando problemas na fala, capacidade de aprender, problemas de integração social.

Sinais da perda auditiva

– Nos bebês menores de um ano: se eles não se espantam com ruídos ou reagem à voz dos pais ou a brinquedos com sons e não balbuciam

– Em crianças de até três anos: atraso no desenvolvimento da fala

– Nos meninos e meninas em idade escolar: a dificuldade de aprendizado e concentração nas aulas, necessidade de assistir TV em volumes muito elevados ou até mesmo dificuldade para entender conversas em casa

Ao identificar sinais como estes, os pais devem procurar um otorrinolaringologista. Com base em uma audiometria, o especialista poderá determinar se realmente a criança tem perda auditiva.

Vale lembrar que, caso o médico indique o uso de aparelhos auditivos, o ideal é contar com a ajuda de um fonoaudiólogo para fazer a adaptação das próteses e a estimulação de fala e linguagem o mais breve possível. O processo correto terá um papel decisivo para o desenvolvimento adequado e o bem estar da criança.