Categoria: Prevenção da Perda Auditiva.

 

O hipotireoidismo (congênito ou adquirido) é uma das mais importantes disfunções da glândula tireoide. Nesta alteração a produção ou a função dos hormônios tireoidianos está comprometida, resultando em redução generalizada no metabolismo de todos os sistemas. O hipotireoidismo afeta 2% das mulheres adultas e 0,2% dos homens.

Quando não tratado, o hipotireoidismo causa, nas crianças, atraso grave do crescimento e problemas mentais. Se diagnosticado durante a vida adulta, leva à depressão generalizada das funções orgânicas: metabolismo lento ( intolerância ao frio, desânimo, dificuldade de concentração e ganho de peso), alterações dermatológicas, alterações cardiovasculares e músculo-esqueléticas, alterações reprodutivas, gastrointestinais e neurológicas.

Não existe prevenção, a não ser a triagem neonatal com o teste do pezinho para detecção do hipotireoidismo congênito. Mas existem exames simples para o diagnóstico e o tratamento com hormônio tireoidiano sintético é seguro e eficaz uma vez que a dose adequada é estabelecida.

Hipotireoidismo e zumbido

A diminuição da acuidade auditiva tem sido associada à disfunção da glândula tireoide e descrita por diversos autores e os sintomas auditivos podem ocorrer isoladamente ou associados à vertigem e ao zumbido.

Os mecanismos fisiopatológicos da perda auditiva no hipotireoidismo não estão totalmente estabelecidos. Sabe-se que nesta desordem hormonal, há redução na produção de energia celular, comprometendo a microcirculação e, consequentemente a oxigenação e o metabolismo de órgãos envolvidos. As estruturas da orelha interna também são afetadas, como a estria vascular e o Órgão de Corti. Os hormônios tireoidianos controlam a síntese de proteínas, a produção de mielina e das enzimas e o nível dos lipídios no sistema nervoso central. Além disso, o T4, por si só, pode agir como um neurotransmissor. Assim, acredita-se que no hipotireoidismo, a deficiência auditiva possa ter origem na cóclea, retrococlear e/ou nas vias auditivas centrais.

Hipoacusia e vertigem

Os sintomas cócleo-vestibulares são mais frequentes em pacientes com hipotireoidismo, salientando-se o zumbido, a hipoacusia e a vertigem. Pacientes com hipotireoidismo podem apresentar maior número de alterações nas avaliações audiométricas e nos testes eletrofisiológicos (PEATE e EOAT). Assim como, a perda auditiva do tipo neurossensorial, de leve a moderada intensidade e bilateral.

Outros distúrbios metabólicos também podem estar relacionados com zumbido. Além do hipotireoidismo,  hiperinsulinemia, hipoglicemia, hipertireoidismo sã o alguns destes problemas.

Como é o tratamento para o hipotireoidismo?

O tratamento no hipotireoidismo é feito com a L-Tiroxina, também chamada de levotiroxina, uma reposição hormonal sintética e exatamente igual à  tiroxina produzida pela glândula, podendo ser considerada natural. As necessidades do organismo não são constantes, podendo variar com a idade, peso e situação clínica. Exemplo: Aumentam na gestação, necessitando elevação gradual da dose.

O T3 é formado pela metabolização do T4 nos tecidos, não sendo necessário tomá-lo. Vai ser detectado e medido nas dosagens. É usado apenas nos raros casos de déficit da enzima periférica que converte o T4 em T3. Devem ser feitos  exames clínicos e laboratoriais periódicos para manter a dose bem ajustada.

 

Fonte: www.patriciaantoniazi.blogspot.com.br