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Deficiência auditiva é o nome usado para indicar perda de audição ou diminuição na capacidade de escutar os sons. Qualquer problema que ocorra em alguma das partes do ouvido pode levar a uma deficiência na audição. Entre as várias deficiências auditivas existentes, há as que podem ser classificadas como condutiva, mista ou neurossensorial.

A condutiva é causada por um problema localizado no ouvido externo e/ou médio, que tem por função “conduzir” o som até o ouvido interno. Esta deficiência, em muitos casos, é reversível e geralmente não precisa de tratamento com aparelho auditivo, apenas cuidados médicos.

Se ocorrer uma lesão no ouvido interno, há uma deficiência que recebe o nome de “neurossensorial”. Nesse caso, não há problemas na “condução” do som, mas acontece uma diminuição na capacidade de receber os sons que passam pelo ouvido externo e ouvido médio. A deficiência neurossensorial faz com que as pessoas escutem menos e também tenham maior dificuldade de perceber as diferenças entre os sons.

Por fim, a deficiência auditiva mista ocorre quando há ambas as perdas auditivas: condutiva e neurossensorial numa mesma pessoa.

Como é feito o diagnóstico da deficiência auditiva?

O diagnóstico da perda auditiva é feito principalmente por meio de um exame chamado audiometria. Pessoas que ouvem em torno de 20 decibéis têm audição considerada normal. A partir daí, são definidos alguns graus de perda auditiva:

  •  NORMAL (0 A 20 dB) – Ouve todos os sons normalmente
  •  LEVE (21 A 40 dB) – Quando uma pessoa tem dificuldade para entender a fala e alguns sons como o canto dos passarinhos
  •  MODERADA (41 A 70 dB) – Neste caso, há dificuldade para ouvir o latir do cachorro, bebê chorando, aspirador de pó e outros ruídos mais altos
  • SEVERA (71 A 90 dB) – Pessoas com este tipo de perda auditiva não conseguem ouvir o o toque do telefone, compreender a fala, por exemplo
  •  PROFUNDA ( > 91 dB) –  Já as pessoas com perda auditiva profunda não ouvem sons considerados muito altos como uma máquina de cortar grama, um caminhão, a turbina de um avião

Como a deficiência auditiva afeta a vida de uma pessoa?

A perda da audição afeta a vida de uma pessoa de diversas formas. Se ela é adulta, o principal ponto a ser comprometido é a comunicação. A pessoa com perda auditiva tem dificuldade de interagir com outras pessoas e, normalmente, acaba se isolando. Por que ir a uma reunião familiar se ela não entende o que as pessoas ou dizem ou se até mesmo é alvo de brincadeiras ou chacotas? Por isso a perda também está muito relacionada a casos de depressão.

Quem tem perda auditiva também tem mais chance de desenvolver demências e Alzheimer – uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina Johns Hopkins, dos Estados Unidos, mostrou, por exemplo, que a cada dez decibéis perdidos de audição, os riscos de demência aumentam 27%. No caso das crianças, a deficiência auditiva pode provocar atrasos no desempenho escolar e também no desenvolvimento da linguagem – na maioria dos casos, para aprender a falar a criança precisa ouvir.

E, de uma maneira geral, a audição tem um papel importante para a segurança. Quem não ouve não tem esse “alarme natural”. Leia mais sobre os riscos de não ouvir direito aqui.