Categoria: Curiosidades.

Mundo da criança surda
Criar uma criança com perda auditiva tem suas alegrias e desafios particulares. O cultivo da independência tanto em casa como fora é um hábito encorajador e positivo. Assim que a criança for crescendo terá chance de participar em mais ambientes, com mais indivíduos que deverão saber como oferecer ajuda e suporte.

Na Escola

Se você tomou a decisão de colocar seu filho num escola “normal”, precisarão da assistência dos professores, colegas de classe e da escola. Preparo e comunicação são as chaves para uma experiência tranquila na escola.

  • Comece conhecendo os administradores da escola e os professores de seu filho para apontar as necessidades específicas da criança. Converse sobre a possibilidade do uso de um sistema de FM pela classe se for recomendado pelo fonoaudiólogo.
  • Pergunte sobre os recursos disponíveis na escola para assistir seu filho, modificar o material de classe e ajudar no planejamento de lições.
  • Todos os funcionários, incluindo professores de educação física e música, bibliotecários, cantina e motoristas do transporte escolar devem ser informados sobre as necessidades especiais da criança. Uma atmosfera de encorajamento, aceitação e respeito é paradigma nestas situações.
  • Dê um checklist aos professores resumindo as necessidades e estratégias para uma comunicação eficiente.
  • Faça com que a criança encontre o professor antes que as aulas comecem. Esta é uma excelente oportunidade para estabelecer um nível de conforto mútuo assim como identificar pontos fortes e desafios acadêmicos.
  • Mostre ao professor como criar um ambiente auditivo ideal para criança, incluindo carteira ideal para a criança sentar-se, dicas para redução de ruído e boa iluminação (natural se possível) para facilitar a leitura labial.
  • O suporte dos colegas de classe é incalculável: encoraje o professor a abordar o assunto da audição na sala de aula (nota: é importante assegurar-se de que a criança esteja confortável com essa situação).
  • Mostre ao professor como funciona o aparelho auditivo e forneça baterias adicionais, para uma necessidade.
  • Direcione o professor a este site para mais informações.

 

Social

Desde o primeiro dia é importante incentivar o desenvolvimento do contato social da criança. Parte deste incentivo é dar à criança a autoconfiança para falar com os outros sobre sua perda auditiva. Igualmente importante é criar expectativas que irão ajudar criança a estabelecer relações positivas e recompensadoras. Abaixo estão algumas estratégias para seguir:

  • Ajudar a criança a descrever sua perda auditiva na linguagem compatível com sua idade. Crianças são naturalmente questionadores e farão muitas perguntas sobre os aparelhos auditivos. Se a criança souber as palavras para explicar sobre eles, outras crianças aceitarão com maior facilidade. Por exemplo, a maioria das crianças pode entender que aparelhos auditivos são para os ouvidos como os óculos são para os olhos.
  • Ensinar a criança a verbalizar suas necessidades com confiança. Ajude a criança a encontrar maneiras de expressar como as outras pessoas podem ajudá-la a ouvir melhor.
  • Encorajar a criança para encarar as pessoas com quem esteja falando e prestar atenção. Isto não é só uma habilidade importante como também funciona como uma regra para o desenvolvimento de relações positivas com as outras pessoas.
  • Procurar inspiradores. Apresente a criança para adultos felizes e de sucesso que possuam perda auditiva. Eles não somente aceitarão sua perda, como perceberão que não há nada que os impeça de fazer o que quer que seja.
  • Se suspeitar que seu filho é objeto de gozação, não hesite em procurar aconselhamento profissional para orientação. Dar a criança as palavras e as habilidades para advogar em seu benefício é importante, porém a criança pode precisar de seu envolvimento.
  • Estabelecer altas expectativas para a criança. Não exclua a criança de boas maneiras, afazeres domésticos ou contato social, somente porque utiliza aparelho auditivo. Trate-a normalmente, assim não crescerá com a noção de que merece ser um “coitadinho”.