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| Infecções de ouvido e a relação com a surdez |
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A surdez é uma perda parcial ou completa da audição em um ou dois ouvidos. Uma criança pode nascer com perdas na audição ou desenvolver o problema posteriormente. Como as crianças aprendem a falar imitando os outros, uma criança que não ouve os outros falando não consegue reproduzir esses sons.
A audição normal ocorre quando as ondas sonoras passam pelo canal auditivo e fazem com que o tímpano vibre. As vibrações do tímpano, por sua vez, movem três pequenos ossos no ouvido médio. O movimento desses ossos transmite as vibrações do ouvido médio para o ouvido interno, onde elas são transformadas em impulsos elétricos carregados ao cérebro através do oitavo nervo craniano. O cérebro interpreta estes impulsos elétricos como sons. Danos, doenças ou problemas no funcionamento de qualquer uma dessas estruturas pode causar surdez. Qualquer um dos problemas a seguir podem levar a dificuldades na audição que, provavelmente, levarão a dificuldades de aprendizado.
Problemas no canal auditivo que podem causar perda auditiva incluem acúmulo de cera, objeto estranho no canal e infecção conhecida como otite.
Problemas no tímpano e no ouvido médio podem ser causados por uma inflamação do ouvido médio ou um bloqueio na trompa de eustáquio, que conecta a garganta e o ouvido médio. A infecção do ouvido médio (otite média) costuma ocorrer nos dois primeiros anos de vida, especialmente entre crianças expostas freqüentemente a ela nas creches. A infecção costuma envolver um acúmulo de líquidos que causa perda auditiva leve ou moderada e intermitente por até nove meses, ameaçando o desenvolvimento correto das habilidades de linguagem da criança.
Problemas do ouvido interno podem ser causados por ferimentos ou infecções.
Já os problemas do oitavo nervo craniano têm muitas causas possíveis. Este nervo é responsável por transportar todos os sinais dos ouvidos e estruturas de equilíbrio ao cérebro. Uma criança pode nascer com um nervo que não se desenvolveu corretamente ou que foi danificado antes do nascimento. Por exemplo, se uma gestante contrai rubéola, o vírus pode infectar o oitavo nervo craniano do feto. Após o nascimento, um ferimento ou infecção por um vírus (caxumba ou sarampo) ou bactéria (meningite) pode danificar esse nervo. Há também certos medicamentos que podem afetá-lo.
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