Categoria: Perda Auditiva.

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Você tem escutado bem? Como anda sua compreensão das palavras? Assiste à TV com som no último volume? Usa fone em todo tipo de aparelho eletrônico, mas tão alto que as pessoas ao lado ouvem algum tipo de ruído? Anda grudado no celular? Cuidado, pois esses são sinais de alerta e atitudes que podem afetar sua saúde auditiva. Arthur Castilho, otorrinolaringologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas (Unicamp), alerta que os milhares de pessoas “conectadas todos os dias não imaginam os possíveis riscos que as ondas eletromagnéticas dos telefones celulares podem provocar à saúde”.

Outro motivo de preocupação é o fato de o celular ser um emissor de ondas eletromagnéticas. “Teoricamente, na frequência em que o celular trabalha, não haveria lesão por esse motivo. Mas sabemos que há celulares ‘piratas’ que entram no país sem certificação e, possivelmente, podem lesar as células do organismo (não só as da audição). Há indícios de que isso possa estar ocorrendo.” – Arthur Castilho, otorrinolaringologista.

Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que o Brasil tem mais de 250 milhões de linhas ativas de telefonia móvel (1,3 linha por habitante), sendo o aparelho um dos grandes vilões dos problemas de audição. “Usualmente, os aparelhos celulares vêm com calibração de fábrica, que impede exposição acima de 80 ou 85 decibéis, mas os aparelhos hoje são smartphones e o usuário pode assistir a filmes ou escutar música. Nessa situação, é usado fone de ouvido, e a exposição é maior. Isso pode causar lesão da audição por exposição.”

A gravidade, enfatiza Castilho, é que “esse tipo de lesão ocorre de maneira lenta e é irreversível”. Ele reforça ainda que outro motivo de preocupação é o fato de o celular ser um emissor de ondas eletromagnéticas. “Teoricamente, na frequência em que o celular trabalha, não haveria lesão por esse motivo. Mas sabemos que há celulares que entram no país sem certificação e, possivelmente, podem lesar as células do organismo (não só as da audição). Há indícios de que isso possa estar ocorrendo.” Então, se você não vive sem o celular, tente usar torpedo, o viva-voz, outras soluções para reduzir a exposição ou use mais o telefone fixo para chamadas de longa duração. Tente também trocar o aparelho de ouvido a cada 30 segundos para evitar o aquecimento da área e reduzir os riscos ao sistema auditivo.

PREVENÇÃO É MUITO IMPORTANTE

Em exames de checape, geralmente damos atenção ao coração, ao cérebro, ao pulmão, mas quase nunca nos lembramos da orelha (sim, seu nome científico é esse mesmo, e não ouvido). Ou melhor, fazemos isso apenas quando sentimos dor ou não escutamos direito. Segundo o otorrinolaringologista Márcio Fortini, diretor da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), não há uma idade exata para ir ao especialista pela primeira vez, mas ela deve ser norteada por indicação médica e por sintomas que sinalizam alguma doença.

“A prevenção é fundamental. Temos de fazer avaliações médicas periódicas, principalmente quando surgem sintomas clínicos importantes, tanto físicos quanto emocionais. É essencial acompanhar a criança desde o pré-natal, investigando doenças que podem comprometer o aparelho auditivo dela (toxoplasmose e rubéola, por exemplo) e realizando a triagem auditiva neonatal (teste que não tem valor diagnóstico para perda auditiva, mas pode ser um indicativo de problemas). E, principalmente, o acompanhamento pediátrico regular, vacinação em dia etc.”, indica.

No caso dos adultos, Fortini reforça a importância de se proteger da poluição sonora, como a exposição a ruídos intensos por tempo prolongado, tanto no trabalho quanto na vida cotidiana. “É a causa mais comum de perda da audição. Esse fenômeno ocorre devido a lesão irreversível das células sensoriais, que ficam na parte interna da orelha e são as responsáveis pelo processamento do som. Uma vida saudável, com boa alimentação e atividade física regular, também ajuda na prevenção de doenças em todos os aparelhos do corpo humano.”

O otorrinolaringologista destaca a necessidade de fazer o exame básico de ouvido para saber se está tudo bem com o órgão. “O exame é composto de avaliação visual e palpação da orelha, do canal auditivo externo, da região atrás da orelha, conhecida como mastoide, procurando identificar a presença de inchaços, vermelhidão, calor e dor. Outro procedimento importantíssimo é a otoscopia, que permite ver a membrana do tímpano e é essencial para diagnosticar otite, inflamação que pode ser infecciosa”, acrescenta.

Fonte: www.sites.uai.com.br