Categoria: Prevenção da Perda Auditiva.

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Segundo o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), brinquedos barulhentos – com nível de pressão sonora maior que 80 decibéis – podem trazer riscos à saúde da criança. Por exemplo, um carrinho de polícia que não atende às determinações de segurança pode registrar até 120 decibéis de ruído; o volume é superior ao som de uma motosserra (100 dB) e até mesmo de uma britadeira (110 dB).

A coordenadora do curso de Fonoaudiologia da Unopar, Juliana Melo, explica que o selo de identificação do Inmetro na embalagem é a garantia de que o produto foi testado, de que está na faixa etária recomendada e que se enquadra nos critérios legais de segurança.

No entanto, os brinquedos barulhentos ou os ruídos excessivos não provocam danos apenas aos pequenos. O contato frequente com um nível de pressão sonora maior que o recomendado é um risco todas as idades. “Segundo a Organização da Saúde (OMS), um ruído acima de 70 dB já pode afetar o ouvido humano. Além dos problemas auditivos, o ruído afeta a concentração, pode causar irritabilidade, cefaleia, insônia, alterações circulatórias, alteração de visão, alterações gastrointestinais, entre outros problemas. Na criança, o cuidado deve ser redobrado, pois os brinquedos barulhentos podem afetar o desenvolvimento e o desempenho escolar”, analisa Juliana.

A fonoaudióloga afirma que os danos auditivos causados pelos ruídos geralmente são irreversíveis e podem prejudicar o desenvolvimento global dos pequenos. “A criança em fase de alfabetização necessita de uma boa audição. Efeitos da privação sensorial auditiva refletem-se no desenvolvimento global da criança, comprometendo de forma mais acentuada as esferas educacional, emocional, social e, sobretudo, de linguagem”. Entenda como a perda auditiva pode interferir no desenvolvimento da criança aqui.

A especialista explica que as crianças devem evitar ambientes com muito ruídos. Caso isso não seja possível, é recomendado o uso de equipamentos de proteção individual. “Estes equipamentos são os mesmos que as empresas são obrigadas a fornecer aos seus funcionários que trabalham em ambientes ruidosos. Acredito que a supervisão dos pais e a orientação podem contribuir para o entendimento dos riscos para a saúde da criança”, finaliza.

Salas de aula também podem oferecer riscos

Um estudo feito na Alemanha, pela Universidade de Oldenburg, constatou que em muitas escolas os ruídos nas salas de aula podem passar do limite tolerável. O ouvido humano suporta até 65 decibéis, segundo a Organização Mundial de Saúde, acima desse nível organismo sofrerá danos.

Dentro das salas de aula o limite é de 40 a 50 decibéis, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), no entanto, em alguns casos o nível atinge até 75 decibéis e no horário do intervalo os ruídos podem chegar a mais de 100 decibéis.

Esse excesso de ruído é bastante prejudicial para das crianças, pois, além dos problemas auditivos ainda causa estresse, falta de concentração e problemas de aprendizagem. Saiba mais sobre o estudo!

Os pais devem ficar atentos e solicitar que as escolas tomem providências para evitar problemas de audição futuros nas crianças.

Baseado em: www.planetasercomtel.com.br