Categoria: Perda Auditiva.

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O aprimoramento de técnicas utilizadas pela medicina para o tratamento da perda de audição pode sofrer grandes mudanças tecnológicas. As tecnologias desenvolvidas serão capazes de reverter parte da perda auditiva por meio de métodos de terapia genética. A ideia dos estudos é inserir o DNA terapêutico nas células dos pacientes para substituir o material genético danificado ou apenas reestruturá-lo em alguns casos. Diversas pesquisas vem sendo realizadas em todo o mundo e em alguns lugares, como nos Estados Unidos, elas devem ser testada em humanos em breve. Conheça um pouco mais sobre estes testes a seguir:

Audição: resultados satisfatórios

O objetivo da pesquisa desenvolvida Nova Gales do Sul (UNSW), na Austrália, e na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, é devolver as pessoas portadoras de deficiência auditiva a audição natural, ou seja, reparar o ouvido ao invés de imitar artificialmente suas funções.

Segundo os estudos, pacientes com nervos auditivos mais danificados necessitam de sinais elétricos muito potentes, o que dificulta o reconhecimento das frequências sonoras, prejudicando, por exemplo, ouvir música e a identificar vozes.

Os pesquisadores aprofundaram-se na perda auditiva das células ciliadas da cóclea, que é motivada por excesso de ruídos, doenças e consumo de algumas drogas. Para alcançar os resultados, testes foram realizados com a introdução de um gene em um vírus inofensivo, que por sua vez foi introduzido na cóclea de camundongos que haviam perdido quase todas as suas células ciliadas.

Após dois meses, a capacidade auditiva deles teria melhorado cerca de 20 decibéis. Em razão dos resultados positivos os pesquisadores tentarão encontrar voluntários que possuem perda auditiva crônica para iniciar os testes. Espera-se que o objetivo seja alcançado num período de duas semanas a dois meses.

Terapia genética e recuperação de audição

Outra pesquisa realizada na Universidade Rosalind Franklin de Medicina e Ciência, nos Estados Unidos, também teve um bom desempenho na recuperação da audição. Os animais receberam uma injeção de um material genético capaz de alterar a expressão de um gene modificado e responsável por desencadear a síndrome de Usher.

De acordo com o resultado publicado, esta única injeção restaurou parcialmente a audição dos animais e também reduziu movimentos de cabeça que ocorrem pelo fato de a síndrome prejudicar o equilíbrio.

Com a terapia genética, os pesquisadores conseguiram recuperar parcialmente a audição de camundongos recém-nascidos que tinham uma forma congênita de surdez. O estudo, que foi publicado na revista Nature Medicine, pode ser um passo importante para que deficiências auditivas sejam corrigidas nos primeiros dias de vida de pessoas que nascem com surdez provocada por um síndrome genética.

Em outra pesquisa – desta vez realizada no Boston Children’s Hospital e pela Faculdade de Medicina de Harvard, os pesquisadores conseguiram resgatar a audição de ratos totalmente surdos. A terapia foi testada em dois ratos com genes para a surdez genética. Após os testes, um dos ratos teve a audição completamente restaurada. Apesar do bom resultado, testes clínicos em pessoas só deverão começar em cinco ou dez anos. Leia mais sobre a pesquisa completa aqui.