Categoria: Curiosidades.

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As viagens de avião ocorrem em grandes altitudes, em geral em torno de 10.000 m de altura. É importante lembrar que à medida que a altitude aumenta, a pressão do ar diminui e fica muito mais baixa do que, por exemplo, se você estivesse em uma cidade à beira do mar. Para evitar que você se sinta mal e falte oxigênio, as cabines dos aviões são pressurizadas como se você estivesse a uma altitude em torno de 2.000 m acima do nível do mar. Portanto, é um pouco diferente do normal. Por causa da queda na pressão, o oxigênio no ar respirado diminui e os gases dentro do nosso corpo aumentam de volume. Em geral, as pessoas conseguem suportar bem essa mudança de pressão, mas podem acontecer problemas no ouvido.

Como as pressões no ouvido se alteram

Dentro do ouvido médio, a pressão normalmente é igual à de fora do nosso corpo. Quando a pressão na cabine do avião cai, cria-se uma diferença de pressão entre o ouvido médio e o ambiente da cabine. Isso pode provocar uma complicação chamada de barotrauma. Quando isso acontece, a pessoa sente uma pressão forte dentro do ouvido e, às vezes, dor. Neste caso será necessário “desentupir” os ouvidos ou seja a abertura da tuba auditiva.

Como evitar os incômodos da alteração da pressão

O movimento da mastigação ativa um grupo de músculos que é responsável pela abertura da tuba auditiva, que é uma cavidade naturalmente fechada.

A mastigação acontece quando estamos comendo ou mascando chicletes. Na verdade o fato de mastigar durante as viagens aéreas pode ajudar a equalizar a pressão atmosférica, especialmente logo antes da decolagem e durante o pouso.

Outro fato importante é evitar dormir em vôos especialmente nos procedimentos de pouso (descida da aeronave), pois quando dormimos não temos a capacidade de equalizar esta pressão.

Outra manobra que pode ajudar e tampar as narinas e tentar expulsar o ar pelo nariz tapado com alguma força. Isto ajuda a forçar a entrada de ar nas tubas auditivas o que pode equalizar a pressão atmosférica.

Foco na respiração

Se estas manobras não forem efetivas, tape o nariz e inspire pela boca. Logo em seguida feche a boca e tente assoar pelo nariz que deve ainda estar tapado por você. Isto deve ser feita de forma gentil e podem ser repetida várias vezes durante o pouso e até mesmo nos mergulhos com cilindro de ar.

Um outra coisa importante: mesmo após o pouso, continue a realizar estas manobras de equalização, tanto mascando chicletes quanto realizando estes pequenos exercícios. Se, mesmo assim, seus ouvidos apresentarem dor ou sensação de plenitude, procure um otorrinolaringologista.

O que fazer no caso das crianças?

Para crianças maiores, o uso de balas ou chicletes para mastigar pode ser uma solução. Mas no caso dos bebês, a dica é utilizar qualquer artifício que a faça engolir: mamadeira ou chupeta, por exemplo.

Vale lembrar que os especialistas recomendam que bebês menores de três meses de idade evitem a viagem. Como eles ainda não estão com o sistema imunológico formado, ficar em ambientes fechados, sem ventilação e com aglomeração de muitas pessoas pode ser perigoso! O ideal é consultar o pediatra antes de embarcar com os bebês, ok?

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